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Conservadores consideram que presidente do Parlamento britânico se excedeu ao impedir intervenção de Trump

A intervenção de John Bercow foi bastante aplaudida pela oposição, mas está a gerar polémica dentro do seu partido

FACUNDO ARRIZABALAGA/EPA

John Bercow manifestara na segunda-feira a sua “veemente” oposição a que o Presidente norte-americano falasse para as duas câmaras do Parlamento britânico como habitualmente acontece durante as visitas de chefes de Estado

Diversos deputados conservadores criticaram publicamente esta terça-feira o presidente da Câmara dos Comuns, considerando que John Bercow excedeu as suas funções ao ter anunciado a sua decisão de impedir Donald Trump de falar perante as duas câmaras do Parlamento britânico (como habitualmente acontece durante as visitas de chefes de Estado) quando o Presidente norte-americano visitar o Reino Unido mais adiante este ano.

Bercow expressara na segunda-feira a sua “veemente” oposição, justificando a sua recusa em permitir a intervenção de Trump com a “oposição ao racismo, ao sexismo e o nosso apoio à igualdade perante a lei e a independência da Justiça serem de enorme importância para a Câmara dos Comuns”. Uma intervenção que foi bastante aplaudida pelos deputados da oposição.

Falando esta terça-feira também na Câmara dos Comuns, o veterano conservador Gerald Howarth disse que esses comentários causaram “grande preocupação a alguns de nós” e aconselhou o seu colega de partido a “assegurar que podemos ter total confiança na sua imparcialidade”

O ex-ministro John Whttingdale acusou por seu turno Bercow de se ter feito “à fotografia”, questionando a sua opção pelas declarações feitas, quando poderia ter-se limitado a manifestar, em privado, à primeira-ministra Theresa May a sua oposição a que seja dada a palavra a Trump.