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Protestos junto ao resort de Donald Trump na Florida

Trump e a primeira-dama, Melania, participaram no baile anual da Cruz Vermelha no resort Mar-a-Lago, na Florida

Cerca de duas mil pessoas protestaram no sábado perto do clube de golfe do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestando indignação com a ordem executiva que impedia refugiados e migrantes de sete países muçulmanos de entrarem no país.
Trump e a primeira-dama, Melania, participaram no baile anual da Cruz Vermelha no resort Mar-a-Lago, na Florida.

"Combati na II Guerra Mundial. Durante anos e anos, as pessoas lutaram pela liberdade neste país. E agora está a ser retirada. Temos de nos erguer agora, antes que todos os nossos direitos sejam levados", disse Rob Resaid.
Os manifestantes gritaram "This is what democracy looks like" e "No ban, no wall", em referência ao plano de Trump de construir um muro na fronteira entre os Estados Unidos e o México.

Numa ordem executiva emitida a 27 de janeiro, Trump proibiu a entrada nos Estados Unidos de cidadãos de sete países de maioria muçulmana -- Irão, Iraque, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iémen -- durante 90 dias.
Os refugiados foram também impedidos de entrar durante 120 dias e os da Síria estão banidos indefinidamente.

Na sexta-feira, um juiz federal suspendeu esta proibição, mas o Departamento de Justiça já iniciou o processo de recurso.
O protesto em West Palm Beach é um dos vários organizados em cidades de todo o mundo no sábado contra a ordem executiva de Trump.

Em Washington, centenas de manifestantes marcharam da Casa Branca para o Capitólio, entoando 'slogans' e empunhando cartazes em solidariedade com os imigrantes afetados pela ordem.

Perto de Mar-a-Lago uma manifestante disse ter sentido necessidade de protestar. "Estou preocupada com o futuro dos nossos filhos, dos nossos netos, o que vai acontecer agora? Estou preocupada com tudo. Ele acha que pode fazer tudo o que quer (...) O homem é louco", disse Diane Spencer.