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Suspeito de ataque no museu do Louvre “já não corre perigo de vida”

ADRIEN MORLENT/GETTY IMAGES

Egípcio de 29 anos, suspeito de ter atacado um grupo de militares num centro comercial no museu do Louvre, em Paris, encontrava-se em estado considerado muito grave, depois de ter sido atingido com cinco tiros por um dos militares de serviço. Autoridades estão a analisar as suas comunicações no Twitter, em cuja conta foi publicada uma dezena de mensagens em árabe minutos depois do ataque. Museu do Louvre reabriu este sábado

Helena Bento

Helena Bento

Jornalista

O homem de 29 anos suspeito de ter atacado um grupo de soldados e agentes da polícia no museu do Louvre, na sexta-feira, “já não corre perigo de vida”, afirmou este sábado fonte da procuradoria francesa, citada pela Reuters. Segundo a agência France-Presse, o suspeito continua, porém, entubado e incapaz de comunicar, pelo que não foi interrogado até ao momento.

Identificado como sendo Abdallah El Hamahmy, o homem de nacionalidade egípcia terá, de acordo com a imprensa francesa, chegado ao aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, com um passaporte egípcio, a 26 de janeiro, oriundo do Dubai. Segundo o “Le Parisien”, o suspeito trazia consigo um bilhete de regresso para os Emirados Árabes Unidos com a data de 5 de fevereiro e não seria conhecido das autoridades. A polícia analisou o iPhone 7 que ele trazia consigo e que permitiu identificá-lo, informou o “Le Figaro”.

Durante o ataque no Carrousel du Louvre, um centro comercial subterrâneo localizado no museu em Paris, o atacante foi atingido na zona do abdómen por um dos agentes da polícia de serviço, encontrando-se, até há bem pouco tempo, em estado considerado muito grave.

Segundo a agência France-Presse, as autoridades estão este sábado a analisar as suas comunicações no Twitter, em cuja conta foi publicada uma dezena de mensagens em árabe minutos depois do ataque, entre as 9h27 e as 9h34 de sexta-feira (hora em Lisboa). “Em nome de Alá... para os nossos irmãos na Síria e combatentes em todo o mundo”, terá escrito Abdallah El Hamahmy, um minuto antes de publicar outro tweet com uma referência ao grupo extremista Estado Islâmico.

Na sexta-feira, cerca das 10h (9h em Lisboa), o suspeito, armado com uma faca, de acordo com alguns meios de comunicação franceses, ou com duas catanas, segundo outras fontes, ameaçou e tentou agredir um grupo de soldados e agentes da polícia de serviço no Carrousel du Louvre. Segundo o chefe da polícia de Paris, Michel Cadot, o agressor gritou “Alla’hu Akbar” (“Deus é grande”, em árabe) antes de atacar os militares, pertencentes à divisão antiterrorista Sentinelle. Um dos soldados sofreu ferimentos ligeiros na cabeça e foi transportado para o Hospital Militar de Percy, em Clamart, nos arredores de Paris. Bernard Cazeneuve, primeiro-ministro francês, descreveu o incidente como um “ataque de natureza terrorista”.

Em reação ao sucedido, o Presidente francês, François Hollande, saudou, em comunicado, a “coragem e determinação manifestada pelos militares na neutralização do atacante” e reafirmou a “determinação do Estado” para “agir de forma incansável” na defesa da segurança dos franceses e na luta contra o terrorismo”, sublinhando que “a operação Sentinelle provou mais uma vez a sua eficácia”. Recorde-se que esta operação, de que fazem parte entre sete mil e 10 mil homens em permanência no território nacional, foi criada após o atentado de 7 de janeiro em Paris, que matou 12 pessoas no interior e no exterior da sede parisiense do jornal satírico “Charlie Hebdo”, e reforçada após os atentados na capital francesa em novembro do mesmo ano, para conter a “ameaça terrorista” e proteger locais considerados “sensíveis”.

Donald Trump reagiu igualmente ao sucedido, numa mensagem publicada na sua conta do Twitter. “Um novo radical e terrorista islamita acabou de atacar no Museu do Louvre em Paris. Os turistas ficaram fechados. A França está outra vez no limite”, escreveu o Presidente dos EUA, terminando a sua mensagem com um apelo aos EUA reforçado pelas letras maiúsculas. “GET SMART US”, algo que em português poderá significar qualquer coisa como: “abram bem os olhos”.

O museu do Louvre reabriu este sábado às 9h30 (8h30 em Lisboa).