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Internacional

Quantas pessoas já impediu Trump de entrar nos Estados Unidos?

Esta família iraquiana foi uma das muitas que não conseguiram regressar aos Estados Unidos

SAFIN HAMED/GETTY

São pelo menos dezenas de milhares, mas os números apresentados por um procurador e pelo Departamento de Estado são díspares. Há história de famílias impedidas de regressar ao país onde viviam, de outras que ficaram separadas e de estudantes que não puderam voltar às universidades norte-americanas.

O Departamento de Estado norte-americano contestou a informação divulgada esta sexta-feira por um procurador - que indicara que “mais de 100 mil pessoas” viram os seus vistos de permanência nos Estados Unidos revogados desde que Donald Trump impôs as restrições há uma semana - afirmando que na realidade foram "menos de 60 mil".

O procurador governamental divulgara o número durante uma audição num tribunal na Virgínia sobre um processo relativo a dois irmãos do Iémen que foram enviados de volta para a Etiópia após terem chegado a Washington DC no sábado.

O porta-voz do gabinete de assuntos consulares do Departamento de Estado, William Cocks, avançou depois ao “The New York Times” uma estimativa muito inferior, acrescentando: “Para colocar o número em contexto, nós emitimos cerca de 11 milhões de vistos para imigrantes e não imigrantes no ano de 2015”.

O bloqueio às entradas de refugiados e de cidadãos de Irão, Iraque, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iémen já levou a situações de famílias que não puderam regressar ao país onde viviam, outras ficaram separadas pois alguns dos seus membros estavam fora dos Estados Unidos, estudantes foram também impedidos de regressar para continuarem os seus estudos.

Um dia depois da restrição imposta pelo Presidente dos Estados Unidos, foi esclarecido que aqueles que possuem o cartão verde de residência permanente nos Estados Unidos não serão afetados, mas apenas nesses casos.

Juízes federais em Boston, Seattle e Virgínia estão a analisar processos apresentados por diversos Estados e grupos de direitos cívicos que contestam a decisão de Trump.