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Militar dispara sobre atacante com faca que tentou entrar no Louvre

ALAIN JOCARD/GETTY IMAGES

Segundo a polícia francesa, o homem - que terá gritado “Allahu Akbar” (Deus é Grande) - ficou gravemente ferido. Ministério do Interior francês fala em “incidente grave de segurança pública”

Um militar abriu fogo sobre um homem, com uma faca, que tentava entrar esta manhã no museu do Louvre, em Paris. Segundo a polícia francesa, citada pela AFP, o homem ficou gravemente ferido, ao ter sido atingido no abdómen.

A área em redor do museu foi bloqueada por um dispositivo policial e, como medida de segurança, foi encerrada a estação de metro que serve a zona.

Um alerta foi partilhado pelo Ministério do Interior francês através do Twitter, referindo a existência de “um incidente grave de segurança pública”. O mesmo tweet esclarece que “a prioridade é a intervenção das forças de segurança e salvamento", remetendo para mais tarde informações sobre a situação.

Tudo terá acontecido no centro comercial subterrâneo junto à entrada do museu, escreve o “Le Monde”. Segundo as primeiras informações, um homem alegadamente com dois machetes atacou um dos militares de serviço no Louvre, gritando “Allahu Akbar” (Deus é Grande). O militar que o acompanhava abriu então fogo contra o agressor.

O atacante teria também em seu poder uma mala, que a polícia disse posteriormente não conter explosivos.

O primeiro-ministro francês, Bernard Cazeneuve, afirmou estar em causa “visivelmente” um “ataque terrorista”.

Uma segunda pessoa foi detida, adiantou o porta-voz do ministro do Interior, mas não está confirmada a sua eventual ligação ao ataque. Pierre-Henry Brandet disse ainda que estariam cerca de 1.000 visitantes no museu na altura do incidente.

As pessoas mantêm-se no interior do museu, distribuídos por várias salas, adiantou por sua vez a polícia, que acompanhará a sua saída, em pequenos grupos, diz o “Le Figaro”.

“É cedo para fazer comentários, há que primeiro conhecer as circunstâncias exatas do ataque. Tudo o que podemos dizer é que os soldados responderam”, afirmou ao “Le Figaro” o porta-voz do Exército.