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EUA confirmam imposição de sanções ao Irão

reuters

Sanções chegam na sequência do lançamento de um míssil balístico no passado domingo

Helena Bento

Jornalista

O Departamento do Tesouro norte-americano anunciou esta sexta-feira que vai impor sanções a 13 pessoas e a 12 empresas iranianas na sequência do lançamento de um míssil balístico no passado domingo, avança a Associated Press.

Em comunicado citado pela BBC, John Smith, do Departamento do Tesouro norte-americano, afirmou que “o apoio contíunuo do Irão ao terrorismo e o desenvolvimento do seu programa de mísseis balísticos representam uma ameaça para a região, para os nossos parceiros mundiais e para os Estados Unidos”. Segundo a BBC, algumas das empresas que vão ser alvo das sanções estão sediadas nos Emirados Árabes Unidos, Líbano e China. Paul Ryan, líder da maioria republicana Câmara dos Representantes, elogiou, numa mensagem publicada na sua conta do Twitter, a “resposta rápida e decisiva” da administração de Donald Trump.

Já na quinta-feira, Donald Trump avisara, na sua conta do Twitter, que o Irão estava “formalmente sob aviso” e que o país deveria estar grato pelo “acordo terrível” feito com os Estados Unidos durante a administração de Barack Obama. Trump escreveu ainda que “o Irão estava de joelhos e prestes a colapsar quando os EUA lhe estenderam um colete salva-vidas sob a forma de acordo: 150 mil milhões de dólares (cerca de 139 mil milhões de euros)”. Esta sexta-feira, o Presidente voltou à carga no Twitter para acusar o Irão de “estar a brincar com o fogo” e de “não ter percebido o quão 'generoso' foi o Presidente Obama”.

Já se esperava que, depois do míssil balístico de médio alcance lançado pelo Irão no domingo passado, dia 29 de janeiro, fossem impostas novas sanções ao país e a várias entidades iranianas. Uma fonte anónima citada recentemente pela Reuters falava na imposição de sanções a 17 entidades por atividades relacionadas com mísseis balísticos. Segundo a agência de notícias, a Casa Branca já andava a preparar estas sanções há algum tempo, mas a decisão do Irão de testar o lançamento do míssil balístico ajudou a que Trump decidisse a sua imposição.

De facto, na quarta-feira, o conselheiro para a Segurança da administração Trump, Michael Flynn, acusou a administração Obama de ter “fracassado na resposta adequada às ações malignas de Teerão” e afirmou que o Irão foi colocado “sob aviso”, não tendo sido então revelados quaisquer detalhes. A isto, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Mohammad Javad Zarif, respondeu que o Irão “não se deixa afetar pelas ameaças dos EUA”. Na sua conta do Twitter, o ministro iraniano escreveu: “Jamais iniciaremos uma guerra, mas só podemos confiar nos nossos próprios meios de defesa”.