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Internacional

Cimeira de Malta: “A única ameaça real é não estarmos suficientemente unidos”

Os líderes europeus manifestarem em Malta a sua união

DOMENIC AQUILINA/EPA

Líderes europeus concordam com um atitude firme face a Donald Trump mas dizem que as relações com os Estados Unidos continuam a ser uma prioridade

Donald Trump não tira o sono nem o apetite aos líderes europeus. À hora do almoço, que foi também de trabalho, falaram do futuro das relações da União Europeia com os Estados Unidos. "A cooperação transatlântica continua a ser uma prioridade absoluta", afirmou no final o presidente do Conselho Europeu. Há três dias, em véspera de cimeira informal, Donald Tusk colocava a nova Administração Trump entre as preocupações europeias, considerando-a um fator de incerteza.

"Quem é a maior ameaça ao futuro da União Europeia: Donald Trump ou Vladimir Putin?", a questão foi a primeira a ser foi colocada na conferência de imprensa que decorreu em Malta. Quanto à resposta, acabou por ser mais diplomática e virada para a política interna europeia: "A única ameaça real é não estarmos suficientemente unidos", disse Tusk.

"Foi bom vermos como todos estamos unidos na mesma perspetiva: uma vontade comum de prosseguir uma excelente relação de amizade com os Estados Unidos, com o povo americano", acrescentou António Costa, no final da primeira sessão de trabalho em Malta. No entanto, no que diz respeito à postura do novo Presidente norte-americano, o primeiro-ministro português defende que é necessária também "uma atitude de firmeza clara relativamente à administração Trump”.

"A Europa tem o seu próprio destino nas mãos", voltou a repetir, esta sexta-feira, a chanceler alemã. "Acredito que quanto mais claros formos em relação à forma como definimos o nosso papel no mundo, melhor podemos tratar das nossas relações transatlânticas", disse Angela Merkel.

Um alinhamento de posições que surge no primeiro encontro de chefes de Estado e de Governo, após a tomada de posse de Trump. A uma primeira reunião a 28 seguiu-se uma segunda sem a presença da primeira-ministra britânica, Theresa May.

Os 27 continuam a debater uma estratégia para um futuro sem o Reino Unido. Em mãos têm ainda a preparação das comemorações dos 60 anos do Tratado de Roma, que acontece a 25 de março na capital italiana.