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Atacante do Louvre é egípcio e não era conhecido das autoridades francesas

YOAN VALAT/REUTERS

Suspeito nascido em 1988 terá chegado a França a 26 de janeiro, oriundo do Dubai. Segundo o “Le Parisien”, trazia consigo um bilhete de regresso para os Emirados Árabes Unidos com a data de 5 de fevereiro e não era conhecido das autoridades. Estava instalado num hotel na rua de Ponthieu, perto dos Campos Elísios

Helena Bento

Jornalista

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

De acordo com o “Le Parisien”, o homem que esta sexta-feira atacou um grupo de soldados e agentes da polícia no museu do Louvre, em Paris, chama-se Abdallah E-H., nasceu em 1988 e tem nacionalidade egípcia.

O suspeito estava instalado num hotel na rua de Ponthieu, perto dos Campos Elísios, tendo chegado ao aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, com um passaporte egípcio, a 26 de janeiro, oriundo do Dubai. Ainda segundo o “Le Parisien”, o suspeito trazia consigo um bilhete de regresso para os Emirados Árabes Unidos com a data de 5 de fevereiro.

Segundo o “L'Obs”, Abdallah E-H. não era conhecido das autoridades. A polícia analisou o iPhone 7 que ele trazia consigo e que permitiu identificá-lo, informa o “Le Figaro”. As autoridades francesas pediram auxílio às autoridades egípcias para tentar obter mais informações sobre o atacante e a polícia espera agora os resultados dos exames às impressões digitais e das análises ao ADN encontradas no aparelho. O bairro onde o suspeito estava instalado foi alvo de buscas policiais.

Como tudo aconteceu

Esta sexta-feira, cerca das 10h (9h em Lisboa), um homem armado ameaçou e tentou agredir um grupo de soldados e agentes da polícia de serviço no Carrousel du Louvre, um centro comercial subterrâneo localizado no museu em Paris. O atacante, que segundo alguns meios de comunicação franceses estaria armado com uma faca e de acordo com outras fontes ameaçou os militares com duas catanas, foi atingido de imediato com cinco tiros por um dos militares.

Segundo o chefe da polícia de Paris, Michel Cadot, o agressor, atingido no abdómen e que se encontra em estado considerado muito grave, estando a ser alvo de uma cirurgia (de acordo com notícias divulgadas recentemente), gritou “Alla’hu Akbar” (“Deus é grande”, em árabe) antes de atacar os militares, pertencentes à divisão antiterrorista Sentinelle. Um dos soldados sofreu ferimentos ligeiros na cabeça e foi transportado para o Hospital Militar de Percy, em Clamart, nos arredores de Paris. Bernard Cazeneuve, primeiro-ministro francês, descreveu o incidente como um “ataque de natureza terrorista”.

Nos minutos que se seguiram ao ataque, a polícia francesa ordenou o encerramento do centro comercial e do museu do Louvre. O atacante transportava duas mochilas, que se tornaram imediatamente alvo da atenção da polícia, que suspeitava que pudessem conter explosivos. Uma busca rápida veio afastar, contudo, esse cenário. Também a estação de metro Palais Royal, que serve a zona, foi temporariamente encerrada, tendo sido reaberta por volta das 11h30 (10h30 em Lisboa).

Hollande saudou “coragem e determinação” dos militares

Em reação ao sucedido, o Presidente francês, François Hollande, saudou, em comunicado, a “coragem e determinação manifestada pelos militares na neutralização do atacante” e reafirmou a “determinação do Estado” para “agir de forma incansável” na defesa da segurança dos franceses e na luta contra o terrorismo”, sublinhando que “a operação Sentinelle provou mais uma vez a sua eficácia”. Recorde-se que esta operação, de que fazem parte entre sete mil e 10 mil homens em permanência no território nacional, foi criada após o atentado de 7 de janeiro em Paris, que matou 12 pessoas no interior e no exterior da sede parisiense do jornal satírico “Charlie Hebdo”, e reforçada após os atentados na capital francesa em novembro do mesmo ano, para conter a “ameaça terrorista” e proteger locais considerados “sensíveis”.

O comunicado divulgado pela sede da Presidência francesa informa ainda que “as características da agressão selvagem ocorrida esta manhã no Carrousel du Louvre levaram a que a secção antiterrorista do Ministério Público de Paris abrisse uma investigação por tentativa de homicídio”. Na mesma nota, Hollande manifesta a sua solidariedade para com o soldado ferido.

Trump reage no Twitter

Donald Trump reagiu igualmente ao sucedido, numa mensagem publicada na sua conta do Twitter. “Um novo radical e terrorista islamita acabou de atacar no Museu do Louvre em Paris. Os turistas ficaram fechados. A França está outra vez no limite”, escreveu o Presidente dos EUA, terminando a sua mensagem com um apelo aos EUA reforçado pelas letras maiúsculas. “GET SMART US”, algo que em português poderá significar qualquer coisa como: “abram bem os olhos”.