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Internacional

UE condena expansão de colonatos em território palestiniano

Federica Mogherini, Alta Representante para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança da União Europeia

STEPHANIE LECOCQ/EPA

A chefe da diplomacia da UE, Federica Mogherini, lamentou a decisão de Israel de alargar a construção de casas em colonatos. Desde a mudança da administração norte-americana, o Governo israelita já aprovou a construção de 566 casas em três colonatos no leste de Jerusalém e anunciou que vai construir outras 2502 na Cisjordânia

“Lamentamos profundamente que Israel proceda desta forma, apesar da grande preocupação e das objeções [da comunidade] internacional”, anunciou esta quarta-feira a líder da diplomacia europeia, Federica Mogherini.

A UE fez saber através de um comunicado que a continuação da expansão de colonatos nos territórios ocupados da Cisjordânia é “ilegal aos olhos da lei internacional” e o recente anúncio de Israel de que tem planos para construir mais colonatos demonstra “uma tendência preocupante”, pondo em causa a solução para a paz no território que assenta na política de dois Estados.

Na terça-feira, o Governo israelita anunciou a construção de mais 3000 casas em colonatos da Cisjordânia. Foi o quarto anúncio do género em menos de duas semanas e desde que Donald Trump assumiu a presidência dos Estados Unidos.

“O ministro da Defesa Avigdor Lieberman e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu decidiram autorizar a construção de 3000 novas casas em Judeia-Samaria”, fez saber o Ministério israelita da Defesa, tendo usado o nome dado pelos israelitas à região da Cisjordânia (Judeia-Samaria).

Desde a mudança da administração norte-americana, Israel já aprovou a construção de 566 casas em três colonatos no leste de Jerusalém e anunciou que vai construir outras 2502 na Cisjordânia.

No mesmo comunicado, a Alta Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança da União Europeia referiu que a decisão de Israel “é contrária às políticas há muito defendidas pela UE e às recomendações do relatório do Quarteto”. Mogherini referia-se ao documento elaborado em julho passado pela ONU, Rússia, Estados Unidos e a União Europeia, no qual constavam dez recomendações para acabar com o conflito entre israelitas e palestinianos.

O grupo pediu ainda que o Governo de Israel suspenda a política de construção e expansão de colonatos, acabando com a designação de terras exclusivas para israelitas.

“A solução negociada de dois-Estados é a única forma de satisfazer as aspirações legítimas de ambas as partes e de assim alcançar uma paz duradoura”, concluiu Mogherini.