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Internacional

EUA podem impor novas sanções ao Irão devido a ensaio de míssil balístico

Andrew Harrer - Pool/Getty Images

Estas sanções adicionais são semelhantes às decretadas por Barack Obama em anteriores testes de mísseis balísticos levados a cabo pelo Irão

É esperado que os Estados Unidos imponham novas sanções a várias entidades iranianas como resposta ao lançamento de um míssil balístico no passado domingo, avança a Reuters.

Segundo uma fonte anónima, citada pela Reuters, são oito as entidades iranianas que vão ser sancionadas por atividades relacionadas com o terrorismo. Também 17 entidades vão ser sancionadas por atividades relacionadas com mísseis balísticos sob outras ordens executivas norte-americanas preexistentes. Todavia, a mesma fonte não quis nomear essas entidades.

A Casa Branca já andava a preparar estas alegadas sanções há algum tempo, escreve a Reuters, mas a decisão do Irão de testar o lançamento do míssil balístico no domingo ajudou a que Trump decidisse a sua imposição.

As mesmas fontes explicaram ainda que as sanções seriam impostas de uma maneira que não entrassem em conflito com o acordo nuclear assinado em 2015, no qual o Irão concordou em limitar o seu programa nuclear em troca de um alívio das sanções económicas.

Também esta quinta-feira, Donald Trump numa série de publicações no Twitter, havia alertado o Irão que tinha sido “colocado formalmente sob aviso por disparar um míssil balístico”. Na visão do Presidente dos EUA, Teerão “devia estar agradecido pelo acordo terrível assinado com os Estados Unidos”.

Donald Trump salientou ainda que “o Irão estava de joelhos e prestes a colapsar quando os Estados Unidos lhe estenderam um salva-vidas sob a forma de acordo: 150 mil milhões de dólares (cerca de 139 mil milhões de euros)”.

Já na quarta-feira, o conselheiro para a Segurança da administração Trump, Michael Flynn, referiu que “a administração Obama fracassou na resposta adequada às ações malignas de Teerão” e afirmou que o Irão foi colocado “sob aviso”, sem revelar, no entanto, que procedimentos seriam tomados.

Não obstante, o Irão já respondeu a Flynn, considerando que “as alegações do conselheiro para a Segurança do Presidente dos EUA são infundadas, repetitivas e provocadoras", afirmou o porta-voz do Ministério iraniano dos Negócios Estrangeiros, Bahram Ghasemi, citado pela agência iraniana de notícias, IRNA.

Flynn declarou também que o Irão “continua a ameaçar os amigos dos Estados Unidos e os seus aliados na região” e sublinhou que a administração Trump considera que os acordos assinados pelo governo anterior de Barack Obama são “fracos e ineficazes”.

No dia anterior a estas declarações, a embaixadora norte-americana junto das Nações Unidas, Nikki Haley, tinha considerado “absolutamente inaceitável” o ensaio do míssil balístico e prometido que o seu país iria dar-lhe uma resposta, sem elaborar.