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Parlamento britânico debate petição contra visita de Estado de Trump a 20 de fevereiro

Olivier Douliery / POOL/ EPA

O Parlamento britânico discute todas as petições que reúnam mais de 10 mil assinaturas. Na tarde desta terça-feira, a petição contra o encontro da Rainha e de Donald Trump reunia quase 1,7 milhões de assinaturas

Os deputados britânicos vão debater a 20 de fevereiro uma petição online que reclama que a futura visita de Estado do Presidente norte-americano, Donald Trump, seja reduzida a uma visita oficial, anunciou esta terça-feira o Parlamento britânico.

A petição, que começou a circular na Internet durante o fim de semana e que está disponível na área de petições do site do Parlamento britânico, refere que Donald Trump não deve ser impedido de entrar no Reino Unido na qualidade de chefe do governo dos Estados Unidos, mas que o convite para uma visita de Estado oficial deve ser retirado para não causar constrangimento à rainha Isabel II.

"A bem documentada misoginia e vulgaridade de Donald Trump desclassifica-o de ser recebido pela sua majestade a rainha ou o príncipe de Gales", indica a petição.

Uma segunda petição, lançada na segunda-feira, a reclamar que a visita de Estado de Trump deve ser mantida será discutida também no dia 20 de fevereiro. Esta petição defende que o Presidente norte-americano deve ser convidado a fazer a visita de Estado porque Trump "é o líder do mundo livre", recordando ainda que o Reino Unido é um país que apoia a liberdade de expressão e onde as pessoas que apresentam os seus pontos de vista não devem ser amordaçadas. A petição tem já mais de 126 mil assinaturas.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, esteve na passada sexta-feira em Washington, naquela que foi a primeira visita de um líder estrangeiro à Casa Branca desde que Trump tomou posse. Durante esse encontro, May endereçou ao chefe de Estado norte-americano um convite da rainha Isabel II para uma visita de Estado ao Reino Unido.

Em janeiro, o Parlamento britânico discutiu a eventual interdição de entrada de Donald Trump no território britânico, na sequência de uma petição assinada por 600 mil pessoas indignadas com a sua proposta, lançada durante a campanha eleitoral para as presidenciais americanas, de proibir a entrada de muçulmanos nos Estados Unidos.