Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Iraque já não vai retaliar decisão de Trump

Primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi

Spencer Platt/Getty Images

“Estamos a estudar (possíveis) decisões, mas encontramo-nos em guerra [contra o Daesh] e não queremos prejudicar o interesse nacional”

O Iraque não vai retaliar as medidas anti-imigração de Donald Trump que proíbem a entrada de imigrantes de sete países nos EUA, incluindo cidadão iraquianos. O primeiro-ministro, Haider al-Abadi, explicou esta terça-feira que voltou atrás na decisão porque não quer perder a cooperação norte-americana na guerra contra o Daesh, escreve a Reuters.

“Não vamos fazer nada disso”, foi a resposta de al-Abadi quando questionado pelos jornalistas, em conferência de imprensa, sobre se o parlamento iraquiano iria votar a favor da retaliação. “Estamos a estudar (possíveis) decisões, mas encontramo-nos em guerra e não queremos prejudicar o interesse nacional”, referiu ainda, citado pela agência noticiosa.

Al-Abadi considerou também, segundo a Lusa, que o decreto da administração de Donald Trump que impede a entrada de cidadãos iraquianos nos Estados Unidos pune os povos “que estão a lutar contra o terrorismo”. O chefe do Governo iraquiano salientou que “estão a apontar o dedo à vítima, a punir um povo que se está a sacrificar e que está a combater o terrorismo".

Os EUA fornecem apoio aéreo e terrestre às tropas iraquianas que combatem os militantes do Daesh, os quais invadiram um terço do Iraque em 2014. Mais de 5 mil soldados norte-americanos estão destacados no Iraque.

Na passada sexta-feira, Donald Trump assinou um decreto anti-imigração proibindo e limitando a entrada temporária nos EUA de refugiados e cidadãos de sete países – Iraque, Irão, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iémen.

Já esta segunda-feira, o Parlamento iraquiano aprovou, por uninanimidade, uma moção para pedir ao governo que aplicasse uma regra de reciprocidade, como retaliação pela medida de Trump.