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Banidos por Trump afinal não matam

Nenhum dos países de onde eram naturais os terroristas a bordo dos aviões suicidas do 11 de setembro foi alvo de restrições por parte da Administração Trump

© SARA K. SCHWITTEK / Reuters

As estatísticas contrariam o Presidente dos EUA. Desde 1975, nenhum norte-americano foi morto nos Estados Unidos por um terrorista dos sete países visados pelo seu polémico decreto

Margarida Mota

Jornalista

O Presidente dos Estados Unidos justificou a suspensão por 90 dias da emissão de vistos a nacionais de sete países de maioria muçulmana com a necessidade de reforçar a segurança nacional reduzindo a ameaça terrorista. A convicção de Donald Trump é, porém, contrariada pelas estatísticas.

Um relatório do CATO Institute divulgado a 13 de setembro de 2016 – quando Trump ainda lutava pela nomeação republicana às presidenciais –, alerta para o facto de, entre 1975 e 2015, o número de cidadãos norte-americanos mortos em território dos EUA por nacionais de Iraque, Irão, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iémen – os sete países visados pela decisão de Trump – ser... zero.

Entre 1975 e 2015, nos Estados Unidos, foram assassinadas nos 3024 pessoas às mãos de “terroristas estrangeiros que entraram no país, como imigrantes ou turistas” – 98.6% dos quais no 11 de Setembro.

Porém, nenhum dos países de que eram naturais os terroristas a bordo dos quatro aviões suicidas foi alvo de restrições por parte da Administração Trump: Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito e Líbano.

Leia mais sobre este tema na edição do Expresso do próximo sábado.