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Internacional

Starbucks oferece 10 mil empregos a refugiados

GIANLUIGI GUERCIA/GETTY

O anúncio ocorre após as restrições impostas por Donald Trump à entrada nos Estados Unidos de cidadãos de sete países maioritariamente islâmicos

Em resposta ao decreto que dificulta a entrada nos EUA de cidadãos de sete países muçulmanos, incluindo a Síria, a Starbucks anunciou esta segunda-feira empregos para 10 mil refugiados.

Numa carta aos funcionários, o presidente da cadeia de cafés Starbucks, Howard Schultz, afirma-se “profundamente preocupado”: “Vivemos tempos sem precedentes, tempos em que vemos a consciência do nosso país e a promessa do sonho americano serem postos em causa”.

Schultz promete no texto contratar 10 mil refugiados nos próximos cinco anos, precisando que a oferta é dirigida a todos os que fogem da guerra, de perseguições e de discriminação e que envolve as lojas do grupo nos 75 países onde está presente.

Nos Estados Unidos, país de origem da empresa, a Starbucks vai começar por contratar os refugiados que tenham trabalhado com as Forças Armadas dos Estados Unidos, por exemplo como intérpretes.

Howard Schultz, próximo do Partido Democrata, afirmou ainda que a empresa está a contactar os funcionários que sejam afetados pelo decreto assinado na sexta-feira pelo Presidente, Donald Trump, e que impõe fortes restrições à entrada no país de cidadãos do Iémen, Irão, Iraque, Líbia, Síria, Somália e Sudão.