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Problemas nos aeroportos: Trump aponta o dedo à Delta, 'manifs' e senador

Getty

Não foi devido ao decreto anti-imigração que centenas de pessoas não conseguiram viajar para os Estados Unidos, defendeu esta segunda-feira o Presidente norte-americano

Donald Trump afirmou esta segunda-feira que os problemas registados em aeroportos depois de ter assinado o decreto anti-imigração se deveram a uma avaria informática na Delta Airlines, aos protestos de rua e às críticas do senador Chuck Schumer.

O Presidente dos Estados Unidos escreveu, no Twitter, que apenas 109 de um total de 325.000 pessoas "foram detidas para interrogatório" depois da entrada em vigor da ordem que bloqueia a entrada no país de cidadãos de sete países muçulmanos.

O secretário da Segurança Interna, John Kelly, "disse que está tudo a correr bem, com muito poucos problemas. A AMÉRICA TEM DE VOLTAR A SER SEGURA!", escreveu esta segunda-feira Trump no Twitter.

"Tentar encontrar terroristas antes de eles entrarem no nosso país não é agradável. Mas vejam o que se passa no mundo!", acrescentou.

Uma avaria informática na Delta no domingo à noite provocou atrasos nas partidas ou o cancelamento de pelo menos 150 voos da companhia aérea.

Em vários aeroportos, manifestantes juntaram-se para protestar contra o decreto.

E, ainda na sexta-feira, após o anúncio do decreto, o senador democrata Chuck Schumer tweetou: "Correm lágrimas pela face da Estátua da Liberdade".

Donald Trump assinou na sexta-feira um decreto que impede a entrada nos Estados Unidos durante três meses aos cidadãos do Iraque, Irão, Iémen, Líbia, Somália, Sudão e Síria, no âmbito de um pacote de medidas para proteger o país de "terroristas islâmicos radicais".

O decreto tem suscitado forte polémica, interna e internacionalmente.