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Internacional

Obama “satisfeito com o envolvimento da comunidade” quando “os valores da América estão em jogo”

ERIK S. LESSER

O antigo Presidente esteve em silêncio sobre as decisões tomadas por Donald Trump, mas agora, tal como prometera, é tempo de se pronunciar. E Obama recusa comparações entre o que está a ser feito e o que fez em 2011, quando negou “vistos aos refugiados provenientes do Iraque durante seis meses”

Barcak Obama recusou, esta segunda-feira, comparações entre o que foi feito no seu mandato e o que está agora a ser levado a cabo pela administração de Donald Trump. Num comunicado no domingo, o recém-eleito Presidente tinha escrito que a sua lei anti-imigração “é semelhante à que o Presidente Obama aprovou em 2011, quando baniu vistos aos refugiados provenientes do Iraque durante seis meses”. O antigo chefe de Estado demonstrou apoio aos protestos que se geraram por todo o país.

Na passada sexta-feira, Donald Trump aprovou uma medida para banir a entrada nos Estados Unidos de imigrantes provenientes de sete países de população maioritariamente muçulmana (Irão, Iraque, Iémen, Somália, Líbia, Síria, Sudão) e a suspensão temporária da admissão de refugiados.

O Presidente dos EUA referiu que a medida foi baseada numa medida política adotada em 2011 por Barack Obama para banir a admissão de iraquianos no país, depois de ser provado que dois iraquianos, que solicitaram vistos de residênciaos EUA, estavam ligados à atividade terrorista no Iraque. Ambas as administrações, escreve o “The Washington Post”, identificaram os mesmos sete países como “fontes de terrorismo”.

Oficiais da administração Obama, citados pelo diário norte-americano, negaram ter havido uma interrupção na concessão de vistos aos iraquianos, muito embora os pedidos tenham diminuído devido a um controlo mais apertado.

Esta segunda-feira, o porta-voz de Obama, Kevin Lewis, mencionou que “no que diz respeito às comparações com as decisões de política externa, Obama discorda fundamentalmente da noção de discriminação contra indivíduos por causa da sua fé ou religião ".

Lewis garantiu ainda que o ex-presidente norte-americano está satisfeito com o “nível de envolvimento” da população nas várias manifestações que estão a ocorrer em vários pontos do país”. O porta-voz lembra ainda as palavras de Obama no seu último discurso enquanto presidente: “falou sobre o papel importante da cidadania e da responsabilidade que todos os americanos têm na salvaguarda da democracia”.

“Cidadãos a exercer o direito constitucional de se juntar, organizar e fazer com que as suas vozes sejam ouvidas pelos oficiais eleitos é exatamente o que esperamos ver quando os valores americanos estão em risco”, referiu Lewis.