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Expresso

Internacional

Iraque responde a Trump e proíbe entrada de norte-americanos no país

O primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, teve ordem para avançar com uma medida de reciprocidade face ao decreto anti-imigração dos EUA

Carsten Koall/GETTY

O Parlamento iraquiano apela a Washington para reconsiderar a medida que interdita a entrada de cidadãos do país nos Estados Unidos

Depois do Irão, também o Iraque proibiu a entrada de norte- americanos no país. O Parlamento iraquiano aprovou esta segunda-feira uma medida de reciprocidade, como retaliação pelo decreto anti-imigração assinado na sexta-feira por Donald Trump – que proíbe e limita a entrada de refugiados e cidadãos do Iraque, Irão, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iémen nos EUA.

A medida foi aprovada por unanimidade pelos deputados, refere a AP. Desconhece-se ainda se estão abrangidos pelo decreto militares ou funcionários de agências não-governamentais, assim como se a medida irá afetar a cooperação na luta contra o autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) em Mossul.

O Parlamento iraquiano apela ainda a Washington para reconsiderar a medida que interdita a entrada de cidadãos do país nos EUA.

No sábado, foi o Governo do Irão a anunciar que iria proibir a entrada de norte-americanos no país eequanto estiver em vigor a medida nos EUA.

O ministro dos Negócios Estrangeiros irianiano Mohamad Javad Zarif classifica a decisão de Washington como “insultuosa respeitante aos cidadãos iranianos” nos EUA e sublinha tratar-se de uma medida “ilegal, desumana e contra os Direitos Humanos.”

A Organização para a Cooperação Islâmica (OCI), constituída por 57 países do Médio Oriente, manifestou grave preocupação face à medida de Donald Trump, exortando também aos EUA para recuarem na medida. “Tais atos seletivos e discriminatórios só servem para encorajar as narrativas radicais de extremistas e fornecerão mais combustível para os defensores da violência e do terrorismo”, refere a OCI em comunicado.

“Apelamos a Washington para reconsiderar esse decreto e manter sua obrigação moral de liderar com esperança num momento de grande incerteza e agitação no mundo”, conclui.

Em resposta às críticas e aos protestos contra a medida, Donald Trump garantiu este domingo que não está em causa uma ação direta contra os muçulmanos e insistiu que a América continua a ser a “terra da liberdade”, mas que tem que defender as suas fronteiras e os seus cidadãos face ao terrorismo.

Entretanto, Rence Priebus, chefe do gabinete do Presidente norte-americano, adiantou à NBC que outras nações poderão ser adicionadoas à lista que limita e proíbe a entrada de cidadãos oriundos de sete países maioritariamente muçulmanos nos EUA.