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Diplomatas criticam medida, equipa de Trump diz que, se não apoiam, ponham-se a andar

Getty

“O resultado final deste barrar das entradas não será a diminuição dos ataques terroristas nos Estados Unidos; será antes, uma diminuição da boa vontade internacional para com os americanos e uma ameaça para a nossa economia”, refere um memorando dos serviços diplomáticos norte-americanos que está a circular, de forma não oficiosa

O porta-voz da Casa Branca Sean Spicer fez esta segunda-feira saber que os diplomatas norte-americanos que não apoiem as medidas anti-imigração impostas por Trump devem afastar-se. “Ou alinham com o programa ou eles podem afastar-se”, afirmou.

A declaração surge em reação à divulgação de um memorando, colocado a circular de forma não oficiosa entre diplomatas norte-americanos, no qual estes criticam abertamente a medida do Presidente de Donald Trump de vedar as entradas nos Estados Unidos de cidadãos de sete países maioritariamente islâmicos.

“O resultado final deste barrar das entradas não será a diminuição dos ataques terroristas nos Estados Unidos; será antes, uma diminuição da boa vontade internacional para com os americanos e uma ameaça para a nossa economia”, refere o memorando que está a circular desde sexta-feira através do “canal dissidente”, um mecanismo, criado nos anos 1960 durante a Guerra do Vietname, que permite aos funcionários estatais manifestarem as suas perspetivas próprias sobre a política externa norte-americana sem medo de retaliações.

“Dada a quase inexistência de ataques terroristas levados a cabo nos anos recentes por cidadãos sírios, iraquianos, iranianos, libaneses, somalis, sudaneses e iemanitas que estejam nos Estados Unidos após terem entrado com visto, esta proibição terá pouco efeito prático na promoção da segurança pública”, acrescenta o documento, entretanto divulgado pelos media norte-americanos.

“O Presidente tem uma visão muito clara. Ele tem sido claro desde a campanha, Ele tem sido claro desde que assumiu o cargo, em relação a ir colocar a segurança deste país em primeiro lugar. Ele vai implementar coisas que são pelo melhor interesse da segurança deste país futuramente, não reativamente”, afirmou o porta-voz, citado pela CNN.