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Arcebispo do Paquistão diz que Trump “identificou o problema”

CARLOS BARRIA/REUTERS

De visita a Portugal, o arcebispo de Lahore comentou o decreto que restringe a entrada nos Estados Unidos de imigrantes e refugiados de sete países de maioria muçulmana

O arcebispo de Lahore, no Paquistão, considerou esta segunda-feira que o Presidente dos Estados Unidos “identificou o problema” ao emitir o decreto que restringe a entrada de imigrantes e refugiados oriundos de sete países de maioria muçulmana.

“Pelo menos alguém parece ter, aparentemente, identificado o problema”, disse à agência Lusa Sebastian Shaw, sobre a medida anunciada na sexta-feira por Donald Trump que impede a entrada em território norte-americano de cidadãos do Iraque, Irão, Líbia, Síria, Somália, Sudão e Iémen.

A medida pode levar “a atos de retaliação” de grupos extremistas, mas “toda a gente tem medo e está calada, sem fazer nada”, acrescentou o arcebispo da capital da província do Punjab, no leste do Paquistão.

“É difícil controlar os terroristas, que recebem financiamento de vários sítios e estão espalhados por diferentes locais”, disse.

O diálogo torna-se impossível com quem só reconhece a sua posição como válida, considerou.

“Para mantermos um diálogo precisamos de conhecer a nossa fé e a do outro, as filosofias de vida, e encontrar uma posição comum. Os extremistas acreditam terem a resposta certa e única e não acreditam em coexistência ou em diálogo”, destacou.
“De facto, os extremistas não têm uma filosofia de vida”, mas de morte, afirmou.
O arcebispo de Lahore chegou a Portugal na sexta-feira à noite e regressa ao Paquistão na terça-feira. No sábado, visitou Fátima, onde celebrou missa.