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Alto-comissário da ONU diz que medidas de Trump são “ilegais e mesquinhas”

FABRICE COFFRINI/GETTY

O Alto-comissário da ONU dos Direitos Humanos defende ainda que o decreto aprovado pelo Presidente dos EUA “desperdiça os recursos necessários para o combate apropriado ao terrorismo”

A proibição da entrada nos Estados Unidos de cidadãos de países maioritariamente muçulmanos, aprovada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, é "ilegal e mesquinha", disse esta segunda-feira o alto-comissário das Nações Unidas dos Direitos Humanos.

Zeid bin Ra'ad Zeid al-Hussein declarou, na rede social Twitter, que "a discriminação pela nacionalidade é proibida pela lei dos Direitos Humanos", acrescentando que "a proibição dos Estados Unidos também é mesquinha e desperdiça os recursos necessários para o combate apropriado ao terrorismo".

Numa ordem executiva assinada na sexta-feira, Donald Trump suspendeu a entrada de refugiados nos Estados Unidos por pelo menos 120 dias e impôs um controlo mais severo aos viajantes oriundos do Irão, Iraque, Líbia, Somália, Síria e Iémen durante os próximos três meses.

As medidas introduzidas uma semana após a sua posse foram duramente criticadas durante o fim de semana, embora as reações da ONU tenham sido em grande parte mornas.

Os órgãos da ONU mais diretamente envolvidos com a migração - a Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) - emitiram uma declaração no sábado que não mencionou a ordem executiva e ficaram muito longe de condená-la.

Em vez disso, as agências instaram os Estados Unidos a "continuar o seu forte papel de liderança e longa tradição de proteger aqueles que estão a fugir do conflito e da perseguição".
Também prometeram "envolver-se ativamente e construtivamente com o Governo dos Estados Unidos (...) para proteger aqueles que mais precisam".