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Trump: “Isto não é uma proibição aos muçulmanos. Isto não tem a ver com religião”

KATE MUNSCH/REUTERS

Com os protestos a aumentar em todo o país e as críticas a surgir de todo o Mundo, o Presidente norte-americano explicou, desta vez no Facebook, qual o objetivo da medida tomada na sexta-feira que proibe e limita a entrada de cidadãos de sete países muçulmanos nos EUA

Ana Baptista

Ana Baptista

Jornalista

O Presidente norte-americano, Donald Trump, explicou este domingo, que a ordem executiva tomada na sexta-feira e que proibe e limita a entrada de refugiados e cidadãos do Iraque, Irão, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iémen nos EUA, não é uma medida diretamente contra os muçulmanos.

"Vamos ser claros. Isto não é uma proibição aos muçulmanos, como os media estão falsamente a noticiar", disse numa declaração, desta vez, publicada no Facebook. E acrescenta: "Isto não tem a ver com religião. Tem a ver com terrorismo e com o manter o nosso país seguro. Há mais de 40 países no mundo que são maioritariamente muçulmanos e que não são afectados por esta medida".

Aliás, escreveu ainda que os EUA vão "voltar a atribuir vistos a todos os países" afectados por esta medida quando tiverem a certeza que foram revistas e implementadas melhores políticas de segurança, sendo que isto deverá acontecer nos próximos 90 dias.

Trump surge, assim, mais tranquilo do que nos anteriores comentários publicados no Twitter. E até aproveitou para recordar que os EUA são reconhecidos como sinónimo de liberdade.

“A América é uma orgulhosa nação de imigrantes e continuará a motrar compaixão por aqueles que fogem da opressão, mas fará isso protegendo os seus próprios cidadãoes e as suas fronteiras. A América sempre foi a terra da liberdade",

Contudo, voltou a atacar os media e, de certa forma, a culpá-los pelo mau entendimento que estão a passar sobre esta medida.

"Manteremos o país livre e seguro, como os media sabe, mas se recusam a dizer", escreveu.

Trump disse ainda que a medida que tomou na sexta-feira é "semelhante à que o Presidente Obama tomou em 2011 quando baniu vistos aos regugiados do Iraque durante seis meses" e que "os sete países nomeados neta ordem executiva são os mesmos que foram ifentificados pela administração Obama como fontes de terrorismo".