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Internacional

Nova medida de imigração de Donald Trump pode vir a ser travada na justiça

JOHN CETRINO/LUSA

Pelo menos dois juízes norte-americanos bloqueram a ordem de Trump, impedidndo a deportação de imigrantes, estando um grupo de procuradores-gerais a avaliar a possibilidade de avançar com um ação judicial contra o novo diploma, que suspende a entrada de refugiados e imigrantes nos EUA

Uma juíza federal norte-americana decidiu na noite de sábado que os refugiados e outras pessoas afetadas pela nova medida de imigração do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que chegaram aos aeroportos norte-americanos não podem ser deportados.

Numa audiência de emergência, a juíza juíza Ann M. Donnelly, do Tribunal do Distrito Federal de Brooklyn (Nova Iorque) respondeu a uma ação movida pela União das Liberdades Civis na América (ACLU) contra a ordem executiva assinada na sexta-feira por Donald Trump, cuja constitucionalidade foi questionada.

A decisão vai no sentido de as autoridades norte-americanas não procederem a nenhuma deportação de cidadãos dos sete países de maioria muçulmana visados pelo decreto de Trump - Irão, Iraque, Iémen, Somália, Líbia, Síria, Sudão - que foram autorizados a entrar e chegaram aos Estados Unidos.

Igual medida foi tomada por outro juíz no estado da Virgínia, estando um grupo de procuradores-gerais a avaliar a possibilidade de avançar com um ação judicial contra o diploma assinado por Donald Trump.

Com efeitos desde sexta-feira, o Presidente norte-americano suspendeu a entrada de refugiados nos Estados Unidos por pelo menos 120 dias e impôs um controlo mais severo aos viajantes oriundos do Irão, Iraque, Líbia, Somália, Síria e Iémen durante os próximos três meses.

Nos Estados Unidos, no sábado várias pessoas sofreram já o impacto direto das novas medidas de imigração. Só em Nova Iorque, mais de uma dezena de pessoas foram retidas no aeroporto internacional JFK, incluindo dois cidadãos iraquianos que tinham obtido vistos especiais para irem para os Estados Unidos.