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Melania Trump é a capa da Vanity Fair de fevereiro... no México

EPA/VANITY FAIR MEXICO HANDOUT

Edição mexicana da revista saiu esta quinta-feira, precisamente no dia em que as divergências entre o Presidente dos EUA e o do México subiram de tom

Ana Baptista

Ana Baptista

Jornalista

A primeira-dama dos EUA, Melania Trump, foi a personalidade escolhida para a capa da edição de fevereiro da Vanity Fair, não da versão norte-americana, mas sim da mexicana.

Parece ironia ou gozo, mas é apenas mau timing. Quando a Vanity Fair estava a preparar aquela edição - que saiu quinta-feira - não adivinharia que as relações diplomáticas entre os dois países estariam tão frágeis como estão agora.

Em causa está o muro que o Presidente dos EUA, Donald Trump, quer construir ao longo de toda a fronteira com o México, uma obra que pode custar muitos mil milhões de euros e que Trump quer que seja o México a pagar.

Ora, o Presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, não concorda com a cosntrução do muro - já desde o momento em que Trump era candidato - e já fez questão de dizer por várias vezes que não pagaria nada.

Mas foi na quinta-feira que esta divergência ganhou contornos maiores, depois de Trump ter ameaçado, no Twiteer, que se o México não queria pagar o muro então mais valia cancelar a reunião que os dois presidentes tinham marcada para dia 31 de janeiro. E Peña Nieto acabou então por cancelar mesmo a visita.

Agora, segundo a Associated Press, os dois terão falado ao telefone durante uma hora, mas o conteúdo da conversa não foi ainda revelado.

Mas estes temas passam ao lado de Melania. "Decidi não entrar na política nem em temas legislativos. É o meu marido que se ocupa dessas coisas".

Aliás, segundo disse nesta entrevista à Vanity Fair, nunca se entusiasmou muito com a ideia do marido, Donald Trump, ser Presidente dos EUA. "Quando falámos do tema, disse-lhe que tinha de estar seguro da decisão, saber que queria fazê-lo, porque mudaria a sua vida", disse à revista.

Contudo, na conversa que teve com a jornalista da Vanity Fair, Melania não deu quase pistas nenhumas sobre o que implicará para ela ser a primeira-dama dos EUA. "Em determinada ocasião comentou que desempenharia um papel de forma tradicional como Jacke Kennedy", escreve a Vanity Fair. E "quando perguntamos que causas apoiará, assinalda que já já participa em muchas organizações de beneficiência que se centram nas crianças e nos doentes".

Aliás, no curto excerto da entrevista disponível no site da Vanity Fair, escreve-se que Melania é "sedutoramente opaca. Repete trivialidades energicamente em tom afirmarivo e informal (diz que tem a pele grossa, que vive a vida dia a dia, segue as notícias de A a Z) até que o entevistador decide que não vale mais a pena insistir conseguir respostas concretas".