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Internacional

Mais de 100 mortos em combates na costa oeste do Iémen

O exército norte-americano anunciou que um soldado dos EUA morreu e três outros ficaram feridos na primeira operação realizada após a chegada de Donald Trump à presidência. Os rebeldes xiitas Houthis e os seus aliados perderam 90 homens

Mais de 100 pessoas foram mortas em 24 horas no Iémen em raides aéreos e em combates pelo controlo de zonas costeiras no mar Vermelho opondo as forças pró-governamentais e os rebeldes, indicaram hoje fontes militares e médicas.

Os rebeldes xiitas Houthis e os seus aliados perderam 90 homens, declararam as mesmas fontes, acrescentando que os combates na região de Mokha (sudoeste) custaram a vida a, pelo menos, 19 soldados pró-governamentais.

O hospital militar de Hodeida recebeu, durante as últimas 24 horas, "os corpos de mais de 90 rebeldes e numerosos feridos", declarou à AFP uma fonte médica, acrescentando que a infraestrutura está saturada e "a reenviar as vítimas para outros hospitais".

Num outro raide, no centro do país, atribuído aos EUA, pelo menos 41 presumíveis membros da Al-Qaida, oito mulheres e oito crianças morreram, segundo um balanço obtido pela AFP junto de um responsável iemenita.

O exército norte-americano anunciou que um soldado dos EUA morreu e três outros ficaram feridos num ataque, assim como 14 combatentes do grupo "jihadista" morreram na mesma ação.

Esta operação é a primeira desde a chegada ao poder do Presidente norte-americano, Donald Trump, e ocorreu esta manhã em Yakla, na província de Baida, indicou o mesmo responsável, revendo em alta um balanço anterior de 40 mortos.

Os 'drones' e helicópteros Apache, com metralhadoras pesadas, tiveram como alvo esconderijos da Al-Qaida numa escola, uma mesquita e uma clínica.

Fontes tribais e locais tinham indicado também que o raide ainda visou as casas de três chefes tribais ligados à Al-Qaida, que foram mortos.

A guerra no Iémen opõe as forças governamentais, apoiadas por uma coligação militar dominada pela Arábia Saudita, a rebeldes, suportados pelo Irão, que controlam vastos territórios, entre os quais a capital, Sana.

No dia 7 de janeiro, as forças leais ao Presidente, Abd Rabbo Mansour Hadi, apoiadas por uma coligação árabe sob comando saudita, lançaram uma grande ofensiva com a ajuda da aviação e da marinha, para retomar várias áreas costeiras ao longo do mar vermelho, incluindo a cidade de Mokha, aos rebeldes Houthi e aos seus aliados, apoiantes do ex-presidente Ali Abdullah Saleh.

Um total de cerca de 370 rebeldes e combatentes leais foi morto desde 07 de janeiro.

Depois de terem retomado o porto de Mokha, estas forças recuperaram na sexta-feira a sede da polícia da cidade e várias ruas circundantes com 27 mortos de ambos os lados, de acordo com um oficial militar.

As forças pró-governamentais já retomaram o distrito Dhubab, a norte do estreito estratégico de Bab Al Mandeb, que liga o Mar Vermelho e o Oceano Índico.

Mais de 7.400 pessoas foram mortas no conflito no Iémen desde março de 2015, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Um coordenador humanitário da ONU, Jamie McGoldrick, apresentou um relatório no qual dá um balanço superior de vítimas mortais, estimando que foram mortos 10.000 civis.