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Benoit Hamon vence primárias em França e será o candidato socialista às presidenciais

CHRISTIAN HARTMANN/REUTERS

A primeira volta das eleições francesas está marcada para 23 de abril. A segunda volta, caso seja necessária, será em maio

O ex-ministro da Educação francês, Benoit Hamon, ganhou a segunda volta das primárias da esquerda em França e será o candidato dos socialistas as eleições presidenciais deste ano. A primeira volta realiza-se a 23 de abril e se for necessário uma segunda volta, ela terá lugar em maio.

Os resultados finais só serão conhecidos amanhã, mas de acordo com as primeiras estimativas não oficiais, o líder da ala esquerda bateu, largamente, o antigo primeiro-ministro Manuel Valls, conseguindo 58% dos votos contra os 41% de Valls.

Na primeira volta das primárias, que decorreu no domingo passado, Hamon também já tinha vencido com 36,03% dos votos contra os 31,48% de Valls.

A participação na segunda volta das primárias foi maior do que a da primeira. Segundo avança a Lusa, cerca de dois milhões de pessoas participaram na volta deste domingo contra os 1,65 milhões de votantes do domingo passado. As primárias da direita, que se realizaram em novembro, contaram com mais de quatro milhões de votantes.

Talvez por isso, Hamn tenha dito no seu discurso que o objetivo é agora unir a esquerda contra a direita e principalmente contra a extrema-direita que ganha cada vez mais espaço no país.

Nesse sentudo disse, segundo avança a AFP, que iria propor "a todos os candidatos desta primária", e também ao ecologista Yannick Jadot e ao outro candidato da esquerda, Jean-Luc Mélenchon, para construir uma maioria no poder.

“As derrotas fazem parte da política e da democracia”

O ex-primeiro-ministro francês, Manuel Valls, já reconheceu a derrota nas primárias do Partido Socialista para escolha do candidato às eleições presidenciais, dizendo que Benoit Hamon "ganhou claramente" e que agora lhe cabe a ele unir a esquerda.

Valls afirmou respeitar os resultados e, como determinam as regras das primárias, os candidatos derrotados apoiam o vencedor e considerou que a campanha foi "de qualidade", embora tenha decorrido em condições "imprevistas", na sequência da renúncia do Presidente François Hollande a se candidatar a um segundo mandato.

O ex-primeiro-ministro francês não deu, contudo, pistas sobre o seu futuro, mas indicou que "as derrotas fazem parte da política e da democracia".

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