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Trump diz que restrições à imigração estão a “funcionar muito bem”

Getty

O Presidente norte-americano assinou, na sexta-feira, uma ordem executiva que impede cidadãos de sete países muçulmanos de entrar nos EUA, mesmo se tiverem visto de residência. Este sábado choveram críticas e avisos e os manifestantes voltaram às ruas nos EUA. E o Irão já decidiu banir a entrada de norte-americanos

O Presidente norte-americano, Donald Trump, considerou este sábado que o decreto de restrição à entrada nos EUA de refugiados e de cidadãos de sete países muçulmanos - nomeadamente do Irão, Iraque, Líbia, Somália, Síria e Iémen - "está a funcionar muito bem". Mas as críticas, avisos e protestos não páram de chegar.

"Está a funcionar muito bem. Vê-se nos aeroportos, por todo o lado", declarou durante uma breve cerimónia de assinatura de novos decretos.

De facto, a medida gerou o caos em vários aeroportos, tanto nos EUA como nos sete países muçulmanos atingidos pela medida, como em vários países da Europa de onde cidadãos desses países viajavam. Mas gerou também uma onda de críticas, avisos e protestos.

O Google, por exemplo, disse que ia restringir a entrada de talentos no país e até aconselhou que trabalhadores da empresa não saíssem do país porque podiam não conseguir voltar. O presidente turco, Recep Tayyip Erdoğan, também já falou sobre a medida e disse que não era essa a solução e o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, anunciou no Twitter que ia receber os cidadãos que os EUA não aceitassem.

Mas há mais consequências. Por exemplo, há protestos a acontecer no aeroporto JFK em Nova Iorque, o realizador Asghar Farhadi, que está nomeado para o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro com "O Vendedor", não vai poder ir à cerminónia e o Irão já disse que, durante o período que os iranianos não puderem entrar nos EUA, também não entrarão norte-americanos no Irão.

A ordem executiva que surpende a entrada dos cidadaões destes países, por um período de pelo menos três meses, foi assinada por Trump na sexta-feira que a justificou com o argumento de que visa lutar contra os “terroristas islâmicos radicais”.

Mas mais do que impoedir a entrada de refugiados ou cidadãos sem visto, esta medida vai também suspender a entrada de quem tem visto de residência. As exceções são os cidadãos com vistos diplomáticos e oficiais e os que trabalham para instituições internacionais.

"Vamos ter uma proibição muito, muito severa e vamos ter verificações completas, o que já devíamos ter neste país há muitos anos", sublinhou.

De 1 de outubro de 2015 a 30 de setembro de 2016, os Estados Unidos acolheram 84.994 refugiados de várias nacionalidades, incluindo cerca de 10 mil sírios.