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Expresso

Internacional

Primeiros casos de estrangeiros barrados à entrada dos EUA

JIM WATSON

Cinco cidadãos iraquianos e um Iemenita foram barrados no aeroporto do Cairo, onde aguardavam um voo para Nova Iorque, depois da aprovação, por parte de Trump, da lei que proíbe a entrada de cidadãos de 7 países de população maioritariamente muçulmana. Já em território norte-americano, dois refugiados iraquianos foram detidos no aeroporto John F Kennedy, à saída dos respetivos voos

Donald Trump tomou posse da presidência dos EUA há escassos dias, mas os efeitos de algumas leis que aprovou já se fazem sentir. Este sábado, cinco passageiros iraquianos e um passageiro do Iemen não conseguiram embarcar num voo do Cairo para Nova Iorque, segundo a agência Reuters, que cita fontes do aeroporto egípcio.

Apesar dos seus vistos estarem válidos, esbarraram com a lei aprovada ontem, sexta-feira 27, pelo 45º presidente norte-americano que suspende o programa de admissão de refugiados e veta a entrada a cidadãos de 7 países de maioria muçulmana - o Irão, o Iraque, o Sudão, a Síria, Líbia, Somália e Iemen. A medida foi aprovada em nome de uma alegada proteção dos EUA de "terroristas islâmicos radicais". Os passageiros foram redirecionados com voos para os seus países de origem.

Já em solo norte-americano, e por causa da decisão de Trump, foram também detidos dois refugiados iraquianos. Segundo o “The New York Times”, Hameed Khalid DarWeesh e Haider Sameer Alshawi viajaram em voos separados, mas ambos ficaram sob a alçada das autoridades, sem que os seus advogados tenham até agora conseguido contactá-los.

Uma vez que a aprovação da nova lei criou um limbo legal para quem estava já a caminho dos Estados Unidos, não se sabe quantos refugiados e imigrantes podem estar retidos nos aeroportos de todo o país, acrescenta o mesmo jornal.

Khalid DarWeesh trabalhou no Iraque ao serviço do governo norte-americano durante dez anos, informou o seu advogado, enquanto Sameer Alshawi viajou para se reunir com a família, mulher e filho, que residem no Texas.

As reações à lei decretada pelo novo Presidente têm sido uma constante, com manifestação de imigrantes a acontecerem em Nova Iorque, e com vários organismos internacionais a pedirem a Donald Trump que repense esta medida radical.

(Notícia atualizada às 14h37)