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Trump e Theresa: uma “conversa franca” com “concordâncias, discordâncias” e um convite

Olivier Douliery / POOL/ EPA

Theresa May foi a primeira governante a ser recebida na Casa Branca após a tomada de posse de Donald Trump. A primeira-ministra britânica levou também na bagagem um convite para que o Presidente norte-americano se encontre com a Rainha Isabel II

O convite foi feito e aceite. Donald Trump irá ao Reino Unido encontrar-se com a Rainha Isabel II. A proposta foi apresentada ao Presidente norte-americano esta sexta-feira pela primeira-ministra britânica Theresa May, que se encontra em viagem oficial aos Estados Unidos.

No encontro desta sexta-feira, falaram de acordos comerciais, combate ao terrorismo e defesa, Síria, Rússia e de “muitas outras coisas que não podemos revelar”.

“Ambos reconhecemos que a NATO é a nossa base de defesa comum, queremos lutar contra o terrorismo e combater o ciberterrorismo. Tal como já fazem os EUA e o Reino Unido, queremos que outros países invistam 2% do seu PIB na sua defesa”, disse May aos jornalistas na conferência de imprensa após a reunião.

Outra das questões discutidas passa por estabelecer novos acordos comerciais entre os dois países. “É positivo, principalmente quando todos nós sabemos que o Reino Unido vai deixar a União Europeia”, defendeu a chefe de Governo, que foi a primeira líder estrangeira a visitar a Casa Branca após a tomada de posse de Trump.

Em relação à Rússia, May quer que as sanções impostas continuem até que “os acordos internacionais sejam cumpridos”. Já Donal Trump, que vai falar este sábado ao telefone com Vladimir Putin, prefere esperar e “ver o que acontece”.

“Queremos ter uma boa relação com todos os países, mas isso não quer dizer que vá acontecer. Podemos ter uma boa relação com a Rússia e a China, mas não posso dar garantias. Espero que seja uma conversa positiva e não negativa [com Putin]. Não o conheço… espero ter uma relação fantástica”, referiu Trump.

Ainda antes de partir para Washingtons, Theresa May já tinha admitido que havia pontos em que discordava com o recém-eleito Presidente. Isso não mudou e ambos conseguiram falar abertamente sobre as divergências.

“Posso confirmar que ouvi o Presidente e que ele me ouviu. Há assuntos em que vamos concordar e outros em que vamos discordar. O Reino Unido e os Estados Unidos vão continuar juntos, cada vez mais fortes. A parte especial desta relação é que conseguimos ter uma conversa aberta e franca”, disse a primeira-ministra.

“O que tenho em comum como o Presidente? Acho que ambos temos como prioridade os trabalhadores. Há um interesse em garantir que as nossas economias funcionam para essas pessoas que passam longas horas a trabalhar”, concluiu May.