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Dijsselbloem sobre Portugal: “Há importantes riscos a médio prazo. Não há espaço para complacência”

OLIVIER HOSLET/ EPA

O presidente do Eurogrupo referiu que o Governo português tem de continuar empenhado para conseguir “impulsionar o potencial crescimento” e porque a dívida “se mantém alta”

Jeroen Dijsselbloem, presidente do Eurogrupo, disse esta quinta-feira que estava satisfeito com os progressos alcançados para Portugal, mas lembrou que ainda existem riscos e que o país se deve manter empehnado em cumprir os seus compromissos.

“Foi bom saber que estão num bom caminho e o progresso alcançada nas frentes económica e financeira”, começou por dizer aos jornalistas na conferência de imprensa logo após a reunião do Eurogrupo, em Bruxelas. “No entanto, há importantes riscos a médio prazo. Não há espaço para complacência. É crucial que Portugal se mantenha empenhado à agenda reformada, dada a necessidade de impulsionar o potencial crescimento e também porque a dívida continua alta”, alertou.

Dijsselbloem acrescentou que o Governo liderado por António Costa está consciente “destes riscos” e que está “determinado em enfrentá-los”.

Durante a reunião dos ministros das finanças da zona euro, Mário Centeno apresentou os dados relativos à economia portuguesa e assegurou que os compromissos vão ser cumpridos. Já a Comissão Europeia e Banco Central Europeu deram conta das conclusões da quinta missão de monitorização pós-programa (realizada em Portugal no final do ano passado).

Também esta quinta-feira foi divulgado os dados sobre o défice das Administrações Públicas. Comparativamente a 2015, o valor diminuiu 497 milhões de euros em 2016, anunciou em comunicado o Ministério das Finanças.

No mesmo documento, é adiantado que com esta redução, o défice público é agora de 4256 milhões de euros e que, com “este excelente resultado da execução em contabilidade pública” se antecipa “que o défice não seja superior a 2,3% do PIB”.