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Internacional

Trump promete investigação sobre alegada fraude eleitoral

SHAWN THEW/EPA

Presidente norte-americano está convicto de que até cinco milhões de pessoas terão votado ilegalmente nas eleições presidenciais de 8 de novembro de 2016

O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou esta quarta-feira que vai pedir “uma grande investigação” sobre alegados atos de fraude eleitoral registados durante as presidenciais de novembro passado. No entanto, até à data, as suspeitas não foram sustentadas por qualquer prova.

“Vou pedir uma grande investigação sobre fraude eleitoral, nomeadamente sobre os eleitores inscritos para votar em dois Estados, aqueles que são ilegais e os eleitores registados que morreram (e muitos já há algum tempo). Dependendo dos resultados vamos reforçar os procedimentos de votação”, escreveu o chefe de Estado americano na sua conta pessoal na rede social Twitter.

Trump afirmou recentemente aos líderes do Congresso norte-americano que está convicto de que até cinco milhões de pessoas terão votado ilegalmente nas eleições presidenciais de 8 de novembro de 2016.

“Nas suas palavras, entre três e cinco milhões de pessoas poderão ter votado de forma ilegal, um dado que tem por base estudos a que tivemos acesso”, declarou na terça-feira o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, durante a habitual conferência de imprensa diária da Presidência dos Estados Unidos.

Até à data, não foi apresentada publicamente qualquer prova que sustente as suspeitas de fraude eleitoral. O porta-voz da Casa Branca ressalvou, no entanto, que Donald Trump tem confiança nos resultados das eleições.

O magnata do imobiliário perdeu o voto popular contra a sua adversária democrata Hillary Clinton, que conseguiu mais 2,9 milhões de votos populares. Mas foi Donald Trump que garantiu a vitória que interessava: a maioria dos grandes eleitores no Colégio Eleitoral (processo que escolhe diretamente o Presidente), 304 contra os 227 da democrata.

Nas mesmas declarações, Sean Spicer indicou que, segundo “estudos e provas” que “pessoas” apresentaram a Trump, 14% dos eleitores “não eram cidadãos norte-americanos”.

No passado, Donald Trump já tinha citado um estudo do centro de pesquisa norte-americano Pew Center on the States de 2012 segundo o qual mais de “1,8 milhões de pessoas mortas figuravam nos cadernos eleitorais”. Este relatório não fornecia qualquer elemento que permitisse pensar que outras pessoas pudessem ter votado em nome destes eleitores falecidos.

Trump também chegou a citar um relatório da Old Dominion University que sugeria que um grupo de cidadãos não americanos (cerca de 14%) afirmava estar registado nos cadernos eleitorais. A fiabilidade deste estudo foi fortemente questionada.