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Holandeses perguntam a Trump se podem vir em segundo lugar

Consciente de que “o melhor é alinhar” com o estilo do novo Presidente dos Estados Unidos, o programa satírico holandês “Zondag met Lubach” decidiu apresentar o “minúsculo país” a Donald Trump, num vídeo em que faz a Holanda reinar no campo das fake news e já tornado um caso sério de sucesso na internet

“Nós construímos todo um oceano entre nós e o México. Ninguém constrói oceanos melhor do que nós”, refere a determinada altura o repórter do programa satírico holandês “Zondag met Lubach”, na pequena e delirante apresentação do seu “minúsculo país” ao novo Presidente dos Estados Unidos, num vídeo que se tornou viral na internet.

O pivô do “Zondag met Lubach” aproveita a reportagem sobre a cerimónia de tomada de posse do novo Presidente norte-americano – na qual Donald Trump foi perentório ao afirmar que “de hoje em diante, será sempre a América em primeiro, a América em primeiro” – para dizer que percebeu que “o melhor é alinhar” com o estilo do novo Presidente, lançando em seguida o pequeno vídeo em que lhe é dado a conhecer a Holanda “na forma que será para ele mais apelativa”.

Ficamos assim a saber que o “pai fundador da nação” holandesa lutou contra a “escumalha” dos espanhóis durante 80 anos, um povo entretanto desaparecido. Quanto à língua mãe é “a melhor da Europa”, até porque “todas as outras falharam”. Relativamente ao oceano “tão grande que até é visível da Lua”, não só foi construído para separar o país dos mexicanos, como a Holanda obrigou os mexicanos apagarem-no. “É verdade”, assegura o vídeo.

“Zondag met Lubach” – o programa de informação satírica dentro do estilo do “Comedy Central” da CNN, que foi também transposto para Portugal pelos Gato Fedorento – aproveita a muito peculiar relação de Trump com os factos para fazer a Holanda reinar dentro do campo das notíc ias falsas.

“Nós temos uma grande dependência dos Estados Unidos. Se você der cabo da NATO, irá tornar os nosso problemas grandes outra vez. Eles vão ser grandes, enormes”, realçam os outores do vídeo, aproveitando-se da terminologia de Trump, antes de terminarem com um pedido irónico: “Nós compreendemos totalmente (que os EUA passem a vir em primeiro lugar). Mas podemos apenas dizer: poderá a Holanda vir em segundo?”