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Internacional

Angela Merkel é o maior alvo das notícias falsas

Sean Gallup/GETTY

Os receios da proliferação da desinformação russa na Internet, num ano com eleições na Holanda, França e Alemanha, levou a União Europeia a alocar mais verbas para o seu combate. Já foram denunciadas cerca de 2500 histórias falsas. Entre as mais recentes invenções, destaca-se a da destruição da mais antiga igreja alemã por uma multidão que gritava “Alá é Grande”

Face aos receios de que o regime de Vladimir Putin aposte fortemente em campanhas de desinformação, para influenciar as eleições que têm este ano lugar na Holanda, França e Alemanha, a União Europeia decidiu reforçar os meios do Grupo de Trabalho StratCom Leste, que contará com mais 800 mil euros no seu orçamento, alocados do Serviço Europeu de Ação Externa.

Desde que foi criado em setembro de 2015, o StratCom Leste já denunciou cerca de 2500 histórias falsas difundidas por órgãos de media ligados ao Kremlin.

Em sequência dos ataques terroristas, nomeadamente o ocorrido no mercado de Natal de Berlim, a chanceler alemã Angela Merkel tornou-se no maior alvo das notícias falsas. Muitas das quais vão no sentido de alimentar o sentimento de insegurança em relação aos refugiados.

Nas semanas mais recentes, destacou-se a invenção da história da destruição da igreja mais antiga da Alemanha, que teria sido levada a cabo por uma multidão de mil pessoas que gritavam “Allahu Akbar” (“Alá é Grande”) .

“Eu penso que o envolvimento da Rússia na eleição norte-americana foi um teste. Para a Rússia foi importante começar em grande. Penso que para países mais pequenos, mais expostos à Rússia, o risco é agora muito grande”, afirmou o eurodeputado lituana, Petras Austrevicius, citado pelo “The Guardian”.

Para além das notícias falsas vindas da Rússia, a União Europeia está também preocupada com a propaganda jiadista, para tal está a preparar a criação de um StratCom dirigido para o Sul, que deverá arrancar em março para monitorizar e procurar desmontar notícias falsas em Árabe.