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China: Sem política do filho único, natalidade aumentou 7,9% em 2016

GREG BAKER/ Getty images

Em 2016 nasceram 17,86 milhões de crianças na China. Desde o começo do século, foi o ano com maior taxa de natalidade

Um ano após a abolição da política de filho único na China, o número de nascimentos “aumentou significativamente”. Em 2016, nasceram 17,86 milhões de crianças no país, o que representa um aumento de 7,9% face a 2015, revelam os dados oficiais do Governo de Pequim, divulgados esta segunda-feira. Desde o começo do século, foi o ano com maior taxa de natalidade.

“Apesar do número de mulheres em idade fértil ter diminuído em cinco milhões, o número de nascimentos aumentou significativamente, o que comprova que as alterações à política de planeamento familiar foram extremamente oportunas e eficazes”, defendeu Yang Wenzhuang, diretor da Comissão Nacional da Saúde e Planeamento Familiar, citado pelo jornal “El Mundo”.

O Governo atribuiu estes resultados ao fim da política de filho único, que esteve em vigor mais de 30 anos. A 1 de janeiro de 2016, entrou em vigor uma alteração à Lei da População e Planeamento Familiar.

A medida de um filho por casal foi imposta em 1979 pelo regime comunista chinês com o objetivo de impedir o crescimento populacional desmesurado. Desde então, tem havido diferentes períodos de aplicação mais ou menos rígidos.

O Governo chinês defendeu sempre que restringir a um só filho a descendência dos casais tornou possível o desenvolvimento económico do país e a saída da pobreza de milhões de pessoas.

Em dezembro de 2013, a política do filho único já tinha sofrido alterações, com a ampliação do número de exceções em que um casal poderia ter um segundo descendente.