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Senado aprova general John Kelly para o Departamento de Segurança Interna

John Kelly vai dirigir o departamento com a função de proteger as fronteiras, evitar atentados e fazer cumprir as leis da imigração.

Drew Angerer/Getty Images

Kelly vai dirigir o departamento com a função de proteger as fronteiras, evitar atentados e fazer cumprir as leis da imigração. O general reformado terá a responsabilidade de avançar com algumas das propostas mais polémicas de Trump, como a construção de um muro na fronteira com o México e a deportação dos imigrantes clandestinos com cadastro

O Senado dos EUA aprovou na sexta-feira a nomeação do general reformado John Kelly como secretário da Segurança Interna, a segunda nomeação oficial de um membro do gabinete do Presidente Donald Trump no dia da sua investidura.

A aprovação de Kelly, que vai dirigir o departamento com a função de proteger as fronteiras, evitar atentados e fazer cumprir as leis da imigração, foi feita por 88 senadores e contou com 11 votos contra. Antes, o Senado aprovara a nomeação de James 'Mad Dog' Mattis para secretário da Defesa.

O Departamento da Segurança Interna foi criado em 2002, depois dos atentados de 11 de setembro de 2001 e conta com mais de 240 mil funcionários.

Kelly, com 66 anos e mais de 40 de serviço militar, do corpo de Marines, tem a responsabilidade de avançar com algumas das propostas mais polémicas de Trump, como a construção de um muro na fronteira com o México e a deportação dos imigrantes clandestinos com cadastro.

Também estava previsto para sexta-feira a votação da nomeação do nome proposto para a direção da Agência Central de Informações (CIA, na sigla em inglês), Mike Pompeo, um congressista eleito pelo Estado do Kansas, mas foi adiada para segunda-feira.

Também na sexta-feira, dia da tomada de posse de Trump em Washington D.C., o Senado aprovou James Mattis para o cargo de secretário da Defesa dos EUA. Antigo general de infantaria da Marinha, James Mattis, que o jornal norte-americano “The Washington Post” descreveu como “um dos mais influentes oficiais da sua geração”, foi chefe do Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos da América entre 2010 e 2013, com responsabilidade sobre as tropas numa grande área que inclui o Médio Oriente.

Antes disso foi, entre outras funções, comandante das primeiras forças de infantaria da Marinha que invadiram o Afeganistão em 2001 e da primeira divisão da infantaria da Marinha durante a incursão no Iraque em 2003. Mattis criticou várias vezes Barack Obama devido à postura do antigo presidente em relação ao Irão, país que o agora secretário da Defesa considerou ser a maior ameaça para os EUA na região do Médio Oriente.

O seu nome foi confirmado por Donald Trump em dezembro do ano passado, num comício no Ohio. “Vamos escolher o 'cão louco' Mattis como nosso secretário de Defesa”, disse então Trump, usando umas das alcunhas pelas quais Mattis é conhecido. “Dizem que ele é o mais próximo que temos do general George Patton [comandante da II Guerra Mundial].”

  • Senado aprova nomeação de James Mattis para secretário da Defesa

    James Mattis foi chefe do Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos da América entre 2010 e 2013, com responsabilidade sobre as tropas numa grande área que inclui o Médio Oriente. O jornal “Washington Post” descreve-o como “um dos mais influentes oficiais da sua geração”