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Marine Le Pen diz que a Europa “vai despertar em 2017”

CHARLY TRIBALLEAU/GETTY IMAGES

Com o resultado do Brexit e a eleição de Donald Trump nos EUA, “2016 foi o ano em que o mundo anglo-saxónico acordou. 2017 será, tenho a certeza, o ano do despertar dos povos da Europa continental”, declarou a líder da Frente Nacional

A líder da extrema-direita francesa Marine Le Pen disse este sábado que a Europa "vai despertar" durante 2017, ano de eleições em vários países da União Europeia (UE).

A candidata às eleições presidenciais francesas deste ano e líder da Frente Nacional falava durante um congresso de forças europeias populistas e de extrema-direita a decorrer este sábado em Koblenz, na região oeste da Alemanha.

Com o resultado surpresa do 'Brexit' (como ficou conhecida a saída do Reino Unido da UE após um referendo) e a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos, "2016 foi o ano em que o mundo anglo-saxónico acordou. 2017 será, tenho a certeza, o ano do despertar dos povos da Europa continental", declarou Marine Le Pen, durante o encontro dos partidos (eurocéticos e de extrema-direita) membros do grupo político Europa das Nações e da Liberdade (ENL) do Parlamento Europeu.

"Agora é preciso passar à próxima etapa, a etapa em que não nos vamos contentar mais em ser uma minoria no Parlamento, a etapa em que estaremos em maioria nas sondagens em cada eleição", afirmou a líder da Frente Nacional, aclamada por centenas de pessoas presentes na reunião.

A par do seu triunfo nas eleições presidenciais francesas, previstas para a primavera, Marine Le Pen desejou as vitórias da Alternativa para a Alemanha (partido de direita populista, AfD) de Frauke Petry nas legislativas de 24 de setembro e do Partido para a Liberdade (PVV) do holandês anti-Islão Geert Wilders no escrutínio agendado para março.

"Estes sucessos poderão mudar o rosto da Europa, se chegarmos ao poder em cada país da União [Europeia], vamos poder organizar em concertação um abandono fundamentado do antigo mundo", frisou.

No seu discurso, Marine Le Pen reiterou as críticas a dois dos seus alvos preferidos: o euro que "amarra" os Estados-membros e a "tirania" da UE e das suas elites.

Também criticou a chanceler alemã, Angela Merkel, e a sua política de acolhimento de requerentes de asilo, "uma catástrofe diária" que levou à chegada desde 2015 de mais de um milhão de migrantes ao território alemão.

Neste congresso também estão representantes do partido italiano Liga Norte e do austríaco Partido da Liberdade.

Este encontro das forças europeias populistas e de extrema-direita acontece um dia depois da tomada de posse de Donald Trump como 45.º Presidente dos Estados Unidos, cuja campanha eleitoral com uma componente populista o conduziu, contra a maioria das previsões, à Casa Branca.

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