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Senado aprova nomeação de James Mattis para secretário da Defesa

“Eu sou a favor de envolvimento mas nós também temos que reconhecer a realidade do que a Rússia anda a fazer”, afirmou o general James Mattis

JONATHAN ERNST/REUTERS

James Mattis foi chefe do Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos da América entre 2010 e 2013, com responsabilidade sobre as tropas numa grande área que inclui o Médio Oriente. O jornal “Washington Post” descreve-o como “um dos mais influentes oficiais da sua geração”

Helena Bento

Jornalista

O Senado norte-americano aprovou esta sexta-feira o nome de James Mattis para secretário da Defesa dos EUA, anunciou o “Washington Post”.

Depois do juramento e do seu primeiro discurso enquanto Presidente dos EUA, Donald Trump assinou um decreto a autorizar que Mattis ocupe o cargo referido, uma vez que de acordo com a lei norte-americana um militar na reforma, como é o seu caso, tem de estar há sete ou mais anos fora do ativo para poder servir como secretário da Defesa.

Antigo general de infantaria da Marinha, James Mattis, que o jornal norte-americano descreve como “um dos mais influentes oficiais da sua geração”, foi chefe do Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos da América entre 2010 e 2013, com responsabilidade sobre as tropas numa grande área que inclui o Médio Oriente.

Antes disso foi, entre outras funções, comandante das primeiras forças de infantaria da Marinha que invadiram o Afeganistão em 2001 e da primeira divisão da infantaria da Marinha durante a incursão no Iraque em 2003. Mattis criticou várias vezes Barack Obama devido à postura do antigo presidente em relação ao Irão, país que o agora secretário da Defesa considerou ser a maior ameaça para os EUA na região do Médio Oriente.

O seu nome foi confirmado por Donald Trump em dezembro do ano passado, num comício no Ohio. “Vamos escolher o 'cão louco' Mattis como nosso secretário de Defesa”, disse então Trump, usando umas das alcunhas pelas quais Mattis é conhecido. “Dizem que ele é o mais próximo que temos do general George Patton [comandante da II Guerra Mundial].”