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Netanyahu felicita o "amigo" Donald Trump

HANDOUT/ Reuters

O primeiro-ministro israelita sublinhou que a aliança entre os dois países será “mais forte do que nunca”

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, felicitou Donald Trump, que esta sexta-feira tomou posse como Presidente dos Estados Unidos, antevendo que a aliança entre os dois países será "mais forte do que nunca".

Numa breve mensagem em inglês e em hebraico publicada nas redes sociais Facebook e Twitter, onde são visíveis as bandeiras de Israel e dos Estados Unidos, o chefe do governo israelita chamou "amigo" a Donald Trump.

"Felicitações ao meu amigo Presidente Trump. Desejando trabalhar com ele para fazer a aliança entre Israel e os Estados Unidos mais forte do que nunca", referiu Benjamin Netanyahu, na mensagem publicada momentos antes da cerimónia de tomada de posse.

Netanyahu espera melhorar as relações com a nova administração norte-americana, depois de uma relação marcada por avanços e recuos com o anterior governo liderado pelo ex-Presidente Barack Obama.

Em dezembro último, no Conselho de Segurança da ONU, os Estados Unidos abstiveram-se na votação de uma resolução que exigia o fim "imediato" da política de colonatos israelita em Jerusalém-leste, bem como nos territórios ocupados da Cisjordânia.

A posição gerou controvérsia e a ira de Telavive, uma vez que Israel sempre contou com o apoio de Washington neste dossiê sensível.

A posição norte-americana, que aconteceu pela primeira vez desde 1979, permitiu a adoção da resolução, aprovada pelos outros 14 membros do Conselho de Segurança.

Também na reta final da administração Obama, o então secretário de Estado, John Kerry, fez um duro discurso a criticar a política de Israel em relação aos palestinianos.

Donald Trump prometeu o seu "apoio incondicional" a Israel e grandes mudanças da política americana em relação à questão israelo-palestiniana.

Chegou a avançar com a ideia de transferir a embaixada dos EUA de Telavive para Jerusalém, o que gerou ondas de choque junto dos palestinianos, que alertaram para os efeitos "devastadores" de tal medida, nomeadamente para os esforços liderados por Washington nas negociações com Israel para o estabelecimento de um Estado palestiniano.