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Diminui esperança de encontrar sobreviventes no hotel italiano soterrado

REUTERS

Número de vítimas poderá chegar às 36. Dezenas membros das equipas de resgate trabalharam toda a madrugada, mas as operações estão a ser condicionadas pelo riscos de deslizamentos

Dezenas de socorristas trabalharam durante toda a madrugada desta sexta-feira junto ao hotel Rigopiano, em Farindola, no centro de Itália, soterrado na noite de quarta-feira por uma avalanche, sem progressos, diminuindo a esperança de encontrar sobreviventes.

Desde a manhã de quinta-feira foram recuperados dois corpos e pelo menos um outro localizado, mas as operações de salvamento e resgate avançam lentamente devido ao receio de provocar deslizamentos de terra, o que poderia colocar em risco eventuais sobreviventes, embora não haja qualquer sinal de vida.

O autarca de Farindola, Ilario Lacchetta, estimou em 36 pessoas o número de desaparecidos: 24 hóspedes, incluindo quatro crianças, e 12 funcionários

O hotel Rigopiano, no maciço de Gran Sasso, a 1.300 metros de altitude, na cordilheira dos Alpeninos, fica a cerca de 45 quilómetros da cidade costeira de Pescara.

Os corpos das vítimas foram transportados para a morgue do hospital de Pescara, onde o Ministério Público abriu um inquérito por homicídio involuntário.

As equipas de resgate seguiram para o local depois de receberem na quarta-feira mensagens de texto que alertavam para uma avalanche no hotel, mas as condições meteorológicas adversas, com vários nevões e mais de cinco metros de neve acumulada, dificultaram o acesso ao local.

As primeiras equipas de salvamento resgataram dois hóspedes que se encontravam no exterior do hotel e que se refugiaram no interior de um veículo, conseguindo desta forma alertar as autoridades.

Segundo os primeiros testemunhos das equipas de socorro, o hotel Rigopiano estava completamente soterrado na neve, parcialmente derrubado, sendo visíveis algumas luzes no interior.

De acordo com os 'media' italianos, o inquérito visa compreender por que razão inúmeros clientes, que pretendiam regressar a casa na quarta-feira após uma série de fortes sismos, esperaram em vão pela chegada de um limpa-neves para desbloquear a estrada.

Isto porque os testemunhos de pessoas próximas das vítimas afirmaram que as autoridades demoraram demasiado tempo a acreditar nelas, apesar de terem dado o alerta por volta das 17:40 (menos uma hora em Lisboa), o que os socorristas desmentem.

A estrada estava bloqueada por mais de um metro de neve, tendo os primeiros socorristas chegado ao local durante a noite.