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PM britânica promete garantir os direitos dos europeus residentes no país

Kirsty Wigglesworth / Reuters

O Brexit tem de significar o controlo do número de europeus que chegam ao Reino Unido,, disse Theresa May, que assegurou que os direitos dos que já residem no país vão ser garantidos –sem contudo dar pormenores.

A primeira-ministra britânica Theresa May assegurou esta manhã que apesar de ser objetivo do Brexit restringir a imigração de europeus para o Reino Unido, vai garantir o mais rapidamente possível os direitos dos cidadãos europeus a residir no país.

Precisando num discurso, pela primeira vez, os contornos da saída do Reino Unido da União Europeia (UE), May afirmou que o país quer continuar a ser um país tolerante e aberto e a atrair os melhores talentos, mas que os fluxos migratórios dos últimos anos colocaram sob pressão os serviços de saúde e de educação.

O Brexit, disse, tem de significar o controlo do número de europeus que chegam ao Reino Unido. May assegurou que os direitos dos que já residem no país vão ser garantidos, sem contudo dar pormenores.

A governante confirmou que o Brexit vai implicar que o Reino Unido abandone o mercado único europeu, caso contrário ficaria "meio dentro, meio fora" da União Europeia e estaria impossibilitado de negociar acordos comerciais bilaterais.

A primeira-ministra, que sucedeu a David Cameron após a vitória do Brexit no referendo de 23 de junho de 2016, afirmou que pretende uma "parceria nova e equilibrada" com Bruxelas, para que o país saia "mais forte, mais justo, mais unido e mais aberto ao exterior do que antes".

Reiterando a intenção de acionar em março o artigo 50.º do Tratado de Lisboa, afirmou que espera concluir as negociações de saída no prazo de dois anos, aplicando o acordo, que disse vai ser submetido ao Parlamento, de forma faseada.

Advertiu por outro lado os parceiros europeus contra qualquer tentação de "punirem" o Reino Unido, o que configuraria "um ato calamitoso que prejudicaria a própria" UE.

O discurso de Theresa May era muito aguardado porque se esperava que torne mais claras algumas linhas de negociação de Londres no processo de saída da UE.

Em outubro, a primeira-ministra já tinha manifestado a determinação em retomar o controlo da política de imigração, incluindo dos cidadãos europeus, e acabar com a soberania do Tribunal Europeu de Justiça.

No entanto, também mostrou interesse em manter, tanto quanto possível, o acesso dos bens e serviços britânicos ao mercado único, deixando alguma indefinição sobre qual dos interesses iria predominar.