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Obama perdoa militar que divulgou documentos à WikiLeaks

Mark Wilson/Getty

Chelsea Manning, militar transgénero condenada a 35 anos de prisão por ter dado a conhecer 700 mil documentos confidenciais, tentou o suicídio por duas vezes. Por decisão do Presidente norte-americano, em maio sairá em liberdade

Condenada em 2013 a 35 anos de prisão por ter divulgado à Wikileaks 700 mil documentos confidenciais, a soldado Chelsea (antes Bradley) Manning, vai poder sair em liberdade já em Maio. Assim decidiu o Presidente Barack Obama, avança a “BBC”, que numa das várias decisões tomadas já em final de mandato, resolveu comutar-lhe a pena.

Manning, responsável por uma das maiores fugas de informação nas história dos EUA, constava numa lista para um possível perdão. Sabe-se agora, a três dias de abandonar a Casa Branca, que o líder norte-americano lhe vai permitir sair em liberdade no próximo dia 17 de maio.

Desde há muito tempo que várias vozes se erguiam para condenar as condições desumanas a que Manning veio sendo sujeita. Mantida durante 8 meses numa solitária, foi sujeita a outras formas de tortura - como a privação de sono - e posteriormente foi-lhe negado o acesso à necessária medicamentação por causa da mudança de sexo.

Por duas vezes tentou o suicídio e chegou a fazer greve de fome. Em entrevista publicada há poucos dias pelo "New York Times", Manning disse esperar começar uma nova vida aos 29 anos.

“Entendo que as consequências colaterais da minha condenação militar se mantenham na minha história para sempre. O que peço é a primeira oportunidade para viver a minha vida fora da prisão militar como a pessoa que quero ser”, afirmou.

Recentemente, o fundador da Wikileaks, Julian Assange, afirmou que aceitaria a extradição se Obama perdoasse Chelsea Manning.

Esta terça-feira, Obama comutou a sentença a 209 condenados e indultou outros 64.