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Uso estratégico das redes sociais: Le Pen segue exemplo de Trump

MARTIN BUREAU/GETTY

A candidata de extrema-direita à presidência da França tem mais de três milhões de seguidores no Twitter e no Facebook, mais do que qualquer dos seus opositores. Tal como acontecera com Trump na campanha norte-americana, surgem na internet diversas notícias falsas que procuram denegrir a imagem dos seus opositores

Marine Le Pen está ter uma posição predominante no Twitter e no Facebook, seguindo o exemplo de Donald Trump do uso estratégico das redes sociais para a campanha presidencial.

O seu partido de extrema-direita, a Frente Nacional, foi o primeiro a lançar um site, em 1996, e a as contas da candidata têm mais de três milhões de seguidores, mais do que qualquer dos seus opositores.

“A vantagem das redes sociais”, explicou a especialista em comunicação política Christian Delporte à agência France Presse, “é que não se tem oposição. Pode dizer-se o que se quiser, e não ser perturbado por uma jornalista que o pode contradizer”.

Tal como acontecera na campanha norte-americana que levou à eleição de Donald Trump, têm surgido na Internet notícias falsas que procuram denegrir a imagem dos opositores de Le Pen, que estão a ser especialmente direcionadas contra a popularidade do ex-primeiro-ministro François Fillion, acusado de tendências islamitas. Os dois hashtags #LeVraiFilllon e #FaridFillon tem estado especialmente ativismo na partilha deste tipo de mensagens.

A Frente Nacional nega estar por detrás dos hashtags, mas Le Pen aproveita a questão para voltar à carga relativamente a esse assunto: “A verdadeira questão é, qual é a relação de François Fillon com os fundamentalistas islâmicos?”