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Internacional

Papa: As crianças migrantes estão expostas “a muitos perigos”

Ambiente da Praça de São Pedro na manhã de domingo, 15 de janeiro, Dia Mundial do Imigrante e do Refugiado para a igreja católica

ALESSANDRO BIANCHI/REUTERS

É preciso “adotar medidas para a proteção e defesa, assim como para a integração, das crianças imigrantes” disse Francisco no Vaticano. Este domingo, 15 de janeiro, é o Dia Mundial do Imigrante e do Refugiado para a igreja católica

O Papa Francisco afirmou hoje que é necessário “adotar medidas para a proteção e defesa, assim como para a integração, das crianças imigrantes”. Na mensagem proferida após a oração do 'Angelus', no Vaticano, Francisco recordou que a Igreja Católica celebra hoje o Dia Mundial do Imigrante e do Refugiado, que este ano é dedicado aos "menores imigrantes, vulneráveis e sem voz":
"Estes pequenos irmãos não acompanhados estão expostos a tantos perigos! E são muitos!", disse à janela do palácio papal.

Na praça de São Pedro estavam vários representantes dos imigrantes e o papa pediu-lhes que "respeitem as leis e as tradições" e desejou que possam "viver serenamente, conservando os valores" das suas culturas de origem.
"O encontro entre várias culturas é sempre um enriquecimento para todos", defendeu Francisco.

Também agradeceu a "todos os que trabalham com os imigrantes para acolhê-los e acompanhá-los nas suas dificuldades" e animou-os "a continuar com o seu trabalho e a recordar o exemplo da santa Francisca Xavier Cabrini, patrona dos imigrantes".
Explicou que a santa "ocupou-se do irmão forasteiro, em que está presente um Jesus rechaçado, humilhado e que sofre.
"E todos nós somos forasteiros", acrescentou o papa.

No dia 13 de outubro, o Vaticano publicou a mensagem do papa dedicada aos "menores imigrantes, vulneráveis e sem voz", em que criticava que ao invés da busca pela sua integração, só se procurou impedir a entrada ou favorecer a repatriação destas crianças.

Só a Itália, chegaram em 2016 mais de 25.800 menores não acompanhados, o dobro do ano anterior, e que acabam desaparecendo, vivendo nas ruas, em centros de detenção ou os mais pequenos e afortunados, em casas de famílias.