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Internacional

Trump admite levantar sanções à Rússia

TIMOTHY A. CLARY / AFP / Getty Images

Obama decidiu expulsar 35 diplomatas russos dos EUA como retaliação pela Rússia ter, alegadamente, influenciado as eleições presidenciais. Trump, que inicia o mandato a 20 de janeiro, diz que está aberto a outras soluções

Ana Baptista

Ana Baptista

Jornalista

O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, admite levantar as sanções impostas pela administração Obama à Rússia, mas apenas se Moscovo ajudar os EUA no combate contra o terrorismo e ainda noutros objetivos que sejam importantes para Washington.

"Se nos dermos bem e a Rússia estiver mesmo a ajudar-nos, porque havemos de ter sanções se alguém estiver a fazer coisas boas?", disse numa entrevista publicada este sábado no Wall Street Journal.

Para já, Trump diz que vai manter as sanções "pelo menos, durante um período de tempo", mas acrescentou que deverá reunir com o Presidente russo Vladimir Putin pouco depois de iniciar o seu mandato que começa na próxima semana, a 20 de janeiro.

"Eles mostraram interesse num encontro e estou perfeitamente à vontade com isso" disse na mesma entrevista.

Em dezembro, o ainda presidente dos EUA, Barack Obama, decidiu expulsar 35 diplomatas russos do país depois de ter recebido relatórios da CIA e do FBI que davam conta de que a Rússia e o próprio Putin teriam, alegadamente, realizado ataques informáticos à campanha presidencial dos democratas para ajudar Trump a ganhar as eleições.

Trump sempre negou essas acusações plasmadas nos relatórios e até as usou para intensificar as suas relações com a Rússia. De tal forma que Putin, apesar de ter sido encorajado pelo seu ministro dos Negócios Estrangeiros a expulsar também 35 diplomatas americanos da Rússia, decidiu não o fazer para já e esperar para ver o que faria o novo presidente, com quem se dá melhor do que com Obama.

Contudo, essa decisão também poderá estar relacionada com uma outra situação que a Reuters noticiou na sexta-feira, citando três fontes ligadas ao processo.

De acordo com essas fontes, Michael Flynn, o conselheiro para a segurança nacional que irá integrar a administrção de Trump, fez cinco telefonemas para o embaixador russo em Washington, Sergei Kislyak, entre o dia em que Obama anunciou que ia expulsar os 35 diplomatas russos dos EUA, a 29 de dezembro, e o dia em que Putin disse que não iria retaliar, para já, o que aconteceu logo no dia seguinte, 30 de dezembro.