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Casa Branca admite perdoar militar que passou documentos ao Wikileaks

Mark Wilson/Getty

O porta-voz da Casa Branca afirmou que os atos de Chelsea Manning foram “graves para a segurança nacional”, mas os de “Edward Snowden foram muito mais graves e muito mais perigosos”

A Casa Branca reconheceu esta sexta-feira o arrependimento mostrado pela antiga militar Chelsea Manning, que passou os documentos confidenciais ao Wikileaks, não descartando a possibilidade de ser perdoada, mas reiterou a gravidade das ações de Edward Snowden.

Esta semana, o canal NBC assegurou que Manning, condenado a 35 anos pela divulgação de centenas de milhares de documentos classificados em 2010, está a ser seriamente considerada para um último perdão presidencial de Barack Obama.

Em conferência de imprensa, o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, assegurou esta sexta-feira que "há uma grande diferença entre Chelsea Manning e Edward Snowden", já que a primeira "foi condenada e reconheceu a gravidade dos seus atos".

"Já Snowden fugiu e refugiou-se num país que tentou minar a confiança da nossa democracia", continuou.

Josh Earnest reconheceu que os atos de Chelsea Manning foram "graves para a segurança nacional", mas os de "Edward Snowden foram muito mais graves e muito mais perigosos".

O porta-voz da Casa Branca não adiantou se Barack Obama vai garantir o perdão à antiga militar, que o pediu em 2013.

Chelsea Manning, que iniciou na prisão o tratamento para mudar de sexo (deixou de ser um homem), disse em entrevista divulgada hoje pelo "New York Times" que espera começar uma nova vida aos 29 anos.

"Não peço perdão da minha condenação. Entendo que as consequências colaterais da minha condenação militar se mantenham na minha história para sempre. O que peço é a primeira oportunidade para viver a minha vida fora da prisão militar como a pessoa que quero ser", disse.