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Internacional

Membros da equipa de Trump alertam para ameaça russa

“Eu sou a favor de envolvimento mas nós também temos que reconhecer a realidade do que a Rússia anda a fazer”, afirmou o general James Mattis

JONATHAN ERNST/REUTERS

O general James Mattis, que irá ser responsável pelo Pentágono, considera o regime de Vladimir Putin uma das maiores ameaças para a ordem mundial. Mike Pompeo, que irá chefiar a CIA, reconhece que a Rússia interferiu nas eleições norte-americanas com o objetivo de contribuir para a eleição de Donald Trump

Em divergência com a posição de aproximação de Donald Trump em relação ao regime de Vladimir Putin, os homens que escolheu para chefiarem o Pentágono e a CIA manifestaram ao Congresso norte-americano as suas grandes preocupações em relação à Rússia.

O general aposentado James Mattis, que será secretário de Estado da Defesa, declarou que a Rússia, China e os militantes islamitas representam a maior ameaça para a ordem mundial liderada pelos Estados Unidos no pós-2ª Guerra Mundial. “Eu consideraria que a principal ameaça começa com a Rússia”, afirmou nas suas declarações perante o Congresso norte-americano, acusando o regime de Vladimir Putin de “querer destruir a NATO”.

“Eu sou a favor de envolvimento mas nós também temos que reconhecer a realidade do que a Rússia anda a fazer”, afirmou, acrescentando haver “uma diminuição do número de áreas” de possível cooperação com o antigo inimigo dos Estados Unidos dos tempos da Guerra Fria.

Falando também perante o Congresso, o futuro diretor da CIA, Mike Pompeo, disse aceitar o relatório com as conclusões das investigações levadas a cabo pelos serviços de informação norte-americanos, segundo os quais a Rússia interferiu nas eleições presidenciais com o objetivo de beneficiar Donald Trump.

“É bastante óbvio o que ocorreu aqui relativamente ao envolvimento em esforços para hackear informações com um impacto na democracia americana”, afirmou, qualificando o sucedido como “uma ação agressiva levada a cabo por altos lideres dentro da Rússia”.

O general Mattis manifestou ainda a sua intenção de se reunir com os restantes futuros responsáveis da equipa de segurança de Donald Trump para “definirem uma estratégia para confrontarem a Rússia com o que fez” relativamente ao ataques cibernéticos.