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Internacional

Executivos da Volkswagen aconselhados a não viajarem para os Estados Unidos

Antes de ter sido detido no passado sábado em Miami, devido ao caso da adulteração das emissões poluentes, Oliver Schmidt havia sido aconselhado a não ir à América. Advertência da VW estende-se agora também aos seus dirigentes que ainda não foram alvo de processos

REUTERS

“Não é preciso testar os limites”, avisa um dos conselheiros legais que confirmou à agência Reuters que a Volkswagen aconselhou os seus executivos a não viajaram para os Estados Unidos, mesmo aqueles que ainda não foram indiciados naquele país devido ao caso da adulteração das informações relativas às emissões poluentes das viaturas a diesel.

Oliver Schmidt, um dos seis gestores do fabricante de automóveis alemão alvo de processos nos EUA, tinha recebido essa indicação antes de ser detido, no passado sábado em Miami, quando estava prestes a regressar à Alemanha, após umas férias em Cuba. Schmidt está acusado de conspiração para cometer fraude.

A Constituição alemã estabelece que os cidadãos do país só podem ser extraditados para outros Estados da União Europeia ou para serem julgados num tribunal internacional. Mas uma vez fora da Alemanha correm o risco de serem extraditados por um terceiro país.

A Polícia Criminal Federal germânica indicou à Reuters não ter conhecimento de nenhum pedido de extradição dos restantes cinco executivos da Volkswagen indiciados nos Estados Unidos. O Ministério alemão da Justiça, por seu turno, não presta esclarecimentos sobre casos individuais.

A Volkswagen acordou na passada quarta-feira com o Departamento de Justiça norte-americano pagar 4000 milhões de euros em indemnizações civis e criminais.

As limitações às viagens dos executivos da Volkswagen colocam grandes constrangimentos ao funcionamento da marca, que emprega 600 mil pessoas em todo o mundo e que vende 88% das suas viaturas para fora da Alemanha.

Esta semana, apenas um dos membros da direção da VW viajou para a Feira Automóvel de Detroit, numa decisão qualificada por outro alto responsável da empresa como “ousada”.