Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

El Salvador passa um dia inteiro sem registo de homicídios

MARVIN RECINOS

Desde o início deste ano, dez pessoas foram mortas a cada 24 horas no país, na sua maioria vítimas de uma longa guerra de gangues que atormenta a nação da América Central há décadas

Nos últimos 13 dias, desde o início deste ano de 2017, dez pessoas foram mortas a cada 24 horas em El Salvador, país que, segundo dados das Nações Unidas, tem uma das taxas de homicídio mais elevadas do mundo. Isso mudou esta quarta-feira, quando, segundo as autoridades salvadorenhas, não houve uma única pessoa a ser morta, um evento raro na nação da América Central que vive há várias décadas refém de uma violenta guerra entre gangues criminosos.

Os gangues, conhecidos como 'maras' ou 'pandillas', operam em toda a América Central e são responsáveis por grande parte da violência que assola El Salvador há 25 anos. A polícia não avançou qualquer explicação para a ausência de mortes criminosas durante aquelas 24 horas e rejeitou a sugestão de que uma controversa trégua entre o governo e os gangues teria sido restaurada.

Os gangues, envolvidos em tráfico de droga, roubo e extorsão, nasceram nas ruas de Los Angeles na década de 1980, compostos por filhos de migrantes salvadorenhos que tinham fugido para os EUA da violenta guerra civil no seu país-natal. Quando o conflito terminou em 1992, as famílias começaram a rergressar a El Salvador e muitas trouxeram a cultura de gangues de LA com elas. Os dois mais ativos na região são o Mara Salvatrucha, ou MS-13, e o Mara-18, também conhecido como Gangue da Rua 18.