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Expresso

Internacional

Primeiras tropas e veículos de combate americanos começam a chegar à Polónia

Drew Angerer

É o maior destacamento militar dos EUA na Europa em décadas e poderá ser revertido por Donald Trump assim que este tomar posse a 20 de janeiro

Mais de três mil soldados e veículos de combate dos Estados Unidos começaram a chegar esta quinta-feira à Polónia, como parte de uma estratégia militar de Barack Obama para dar garantias de proteção aos aliados da NATO da Europa oriental que estão “desesperados” face à postura agressiva da Rússia.

A chegada das tropas e tanques à fronteira russa — o maior destacamento militar dos EUA no continente europeu em décadas — acontece a uma semana de Donald Trump tomar posse como Presidente dos Estados Unidos, o que tem aumentado os receios entre os aliados de que o reforço da presença militar na Europa venha a ser anulado, já que o Presidente eleito sublinhou, antes e depois de vencer as eleições de novembro, que quer estreitar as relações com a Rússia.

A BBC noticia hoje que mais de 80 tanques de batalha e centenas de veículos armados já chegaram à Alemanha e estão esta manhã a ser transferidos para o leste da Europa. A Brigada Armada dos EUA também vai levar a cabo exercícios militares nos países do Báltico, em resposta à intervenção russa na Ucrânia e ao que o chefe do Comando de Operações Especiais dos EUA, o general Raymond Thomas, diz ser o crescente “nervosismo” das ex-nações soviéticas.

O plano passa pela rotação das forças americanas a cada nove meses, mas a eleição de Trump tem levantado questões sobre se a postura de força dos EUA na Europa vai sequer manter-se em vigor a partir de 20 de janeiro — em parte porque, durante a campanha e já depois de ter vencido as eleições, o Presidente eleito deu a entender que quer começar a cobrar financeiramente a proteção dos EUA aos aliados da NATO e encerrar várias bases militares no estrangeiro.

O assunto não deverá ser esquecido pelos senadores que, esta quinta-feira à tarde, vão presidir à audiência de confirmação do general James Mattis, o homem que o Presidente eleito nomeou para dirigir o Pentágono.