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Departamento de Justiça vai analisar decisão do FBI na investigação aos emails de Hillary Clinton

JOSHUA ROBERTS/REUTERS

O anúncio vem no seguimento de várias críticas à maneira como a investigação ao caso dos emails da candidata democrata foi conduzida. Entre várias questões, será averiguada a hipótese de o FBI ou o Departamento de Justiça terem divulgado informação confidencial

O inspetor geral do Departamento de Justiça, Michael E. Horowitz, anunciou esta quinta-feira que vai analisar a forma como o FBI conduziu a investigação aos emails de Hillary Clinton.

Horowitz revelou que a investigação vai focar as decisões que levaram à divulgação pública de informação privada por parte do diretor do FBI, James Comey. Citado pela Reuters, disse ainda vir a averiguar se as decisões e os procedimentos do Departamento de Justiça e do FBI na investigação terão sido tomadas com base em “considerações impróprias”.

Em causa estão as comunicações públicas feitas por Comey em julho, quando explicou, numa conferência de imprensa e perante o Congresso, o porquê do FBI ter decidido não acusar criminalmente Clinton, e em outubro, duas semanas antes das eleições, quando anunciou que o FBI ia reabrir a investigação face à descoberta de novos emails “pertinentes”.

Em novembro, Comey disse que a investigação não tinha encontrado indícios de crime no novo conjunto de emails de Hillary Clinton e que, por isso, a candidata democrata não seria acusada. No entanto, as suspeitas levantadas por Comey poderão ter tido impacto na confiança em Clinton por parte dos eleitores norte-americanos. A candidata democrata culpou, inclusive, o FBI pela sua derrota nas eleições americanas.

O porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, em declarações aos jornalistas garantiu que a administração norte-americana não teve influência sobre a decisão do inspetor geral.