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Trump garante que nunca foi chantageado pela Rússia. “Vivemos na Alemanha nazi?”

TIMOTHY A. CLARY / AFP / Getty Images

Presidente eleito já respondeu, mais uma vez via Twitter, às acusações de que os serviços secretos russos têm material alegadamente comprometedor contra ele. Kremlin também desmente

O Presidente eleito dos Estados Unidos assegura que a Rússia nunca tentou chantageá-lo com informação comprometedora, numa reação às notícias de que Moscovo possui informações embaraçosas sobre a sua vida pessoal e profissional.

"A Rússia nunca tentou influenciar-me. NÃO TENHO NADA A VER COM A RÚSSIA: NEM NEGÓCIOS, NEM EMPRÉSTIMOS, NADA!", escreveu Trump, esta quarta-feira, na rede social Twitter, sobre as alegações veiculadas pela CNN e outros media

"As agências de informações nunca deviam ter permitido que estas notícias falsas fossem filtradas para o público. Mais um tiro contra mim. Vivemos na Alemanha nazi?", acrescentou naquela rede social, horas antes de dar a primeira conferência de imprensa desde que foi eleito.

A CNN, o "Washington Post" e o "New York Times", entre outros, publicaram esta terça-feira notícias citando um relatório dos serviços de informações dos EUA segundo o qual a Rússia tem informação comprometedora suficiente para "chantagear" Donald Trump. Segundo aqueles meios, o relatório foi entregue na semana passada ao Presidente cessante Barack Obama e ao Presidente eleito Donald Trump.

A Rússia já negou esta manhã essas alegações, qualificadas pelo porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, de "absolutamente falsas". "É uma falsidade absoluta, fabricada" por quem tem interesse em "prejudicar as relações bilaterais" russo-norte-americanas.

Segundo os media norte-americanos, a informação na posse da Rússia inclui um vídeo sobre uma suposta "perversão sexual" de Trump, filmado com prostitutas num hotel da capital russa, e sobre lucrativos negócios imobiliários oferecidos por Moscovo ao Presidente eleito.

Trump já tinha reagido num primeiro momento, pouco após a divulgação das notícias, escrevendo no Twitter que está a ser alvo de uma "caça às bruxas política".

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    Presidente eleito dos EUA ainda não reagiu oficialmente às alegações contidas no dossiê que os seviços de informação lhe apresentaram há uma semana, bem como a Barack Obama, onde é alegado que esteve envolvido em “atos sexuais perversos” –uma das informações que Moscovo estará a usar para o controlar – e que a sua equipa esteve em contacto com intermediários do governo russo ao longo da campanha presidencial

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    Há uma semana, as agências secretas dos EUA apresentaram a Barack Obama e a Donald Trump uma sinopse de um dossiê onde é alegado que Vladimir Putin tem estado a reunir “podres” sobre o Presidente eleito para o chantagear, ao mesmo tempo que se manteve em contacto com a equipa do americano durante a campanha para o ajudar a ganhar as eleições. Os serviços de informação ainda não apuraram a veracidade de algumas das alegações, mas garantem que a fonte é fidedigna